15/04/2014

familyvacation1.com

Esses são os relatórios recuperados do detective aposentado Davis Lombard. Esses relatórios são da época em que o detetive trabalhava no caso que agora é conhecido como “O Senhor dos Túmulos”. Pouco tempo depois de sua aposentadoria e eventual morte, a delegacia onde trabalhava foi destruída por um incêndio cuja causa é desconhecida.

Um amigo meu, que trabalha na área de casos arquivados, conseguiu esses relatórios. Eu não sei o motivo, mas ele me pediu que não os perdesse... e não deixasse que fossem pegos. Eu não sei quem poderia tentar tomar esses relatórios de mim, mas aqui estão eles. É melhor digita-los e espalha-los para que o caso não seja esquecido. (Nota: Os fatos relatados ocorreram no verão de 2004 em Richmond, Virgina.)


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04/06/2004

O caso de hoje é particularmente cruel e anormal. Uma família de 4, todos enterrados em uma cova rasa no quintal, e sem digitais. As crianças foram violentadas, estranguladas, e enterradas. Os pais também foram enterrados, com os braços e pernas quebrados. Os ossos estavam partidos em vários pedaços. Seja quem for esse miserável… é um filho da mãe doente.

27/06/2004

O assassino atacou outra vez, e agora ele foi mais ousado e brutal. Ele atacou uma casa em um condomínio fechado. Uma família de 3. Outra vez o mesmo cenário. Criança violentada, estrangulada e enterrada. Pais com braços e pernas quebrados e enterrados enquanto ainda estavam vivos.

Mas dessa vez o miserável incendiou a casa e deixou uma mensagem enrolada em um pedaço de papel na boca da mãe. Eram letras difíceis de compreender, mas depois de uma boa análise a frase “EnTerraDOs E LimPos” poderia ser lida.

17/07/2004

Tentamos chamar os federais, mas eles também não conseguiram descobrir muita coisa sobre esse louco. Ele nunca deixa fluidos ou digitais. Nunca deixa falhas.

02/08/2004

Acho que finalmente descobrimos uma conexão entre as duas famílias. Parece que ambas visitaram o site familyvacation1.com. Encontramos esse site após analisar o papel onde o filho da mãe deixou a mensagem, havia um pequeno logo do site estampado no papel.

Checamos o computador da primeira família e descobrimos que eles visitaram o site dois dias antes de serem mortos. O site oferece férias de qualidade com preços razoáveis. O site pedia um endereço, o telefone e o pagamento quando um representante fosse enviado ao endereço. Achamos que entregando o endereço de um dos nossos pontos poderíamos pegar esse tal de representante e leva-lo em custódia.

05/08/2004

Eu… por onde começo?

Hoje tentamos preparar a ‘armadilha’ para o representante, mas enquanto esperávamos no endereço marcado o telefone tocou de repente. A pessoa, ou... seja lá quem foi que estava na outra linha, falou com uma voz rouca, “Não pode me enganar” e desligou. Como ele sabia? Será que estava nos espionando?

08/08/2004

Mais casos e mais corpos estão surgindo. Não sei o que fazer. Enquanto escrevo isso sinto que estou lentamente perdendo a minha sanidade. Tudo parece tão irreal. Meu psicólogo me recomendou que tirasse uma folga. Ou talvez me aposentasse. Mesmo assim tenho que continuar de olho no caso.

28/08/2004

Visitei o site mais uma vez. Dessa vez havia um vídeo. O vídeo mostrava uma figura encapuzada andando por uma rua escura e cortava rapidamente para uma apresentação de slides mostrando fotos de famílias, algumas reconheci como as famílias que já foram mortas e outras... eram as famílias dos meus colegas oficiais incluindo... a minha. Estou escrevendo esse relatório para mostrar que o caso está indo além da Virginia ou mesmo do país.

O site tem links para outros sites associados. Sites em linguagem Russa, Francesa, Alemã, Espanhola... quem estiver lendo isso, saiba que o melhor a fazer é se afastar desses sites que pedem endereço, cartão de crédito, ou telefone, mesmo aqueles que parecem legítimos. Confiem em mim, eles não são o que parecem. Se você --------- (fim do relatório)

(O detective Lombard foi encontrado enterrado no quintal de sua casa agarrado aos relatórios. Dois dias depois todas as evidências do caso foram perdidas em um incêndio. Nada foi recuperado.)


Creepypasta original escrita por NeveRsLeePwitHme

14/04/2014

Creeper da Semana: João Pedro Elesbao


Idade: 14 anos

Estado: Santa Catarina

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas:  Uma vez eu estava vendo um post chamado "Dez Historias Clássicas de Creepypasta", e eu gostei, então resolvi ler mais e acabei encontrando o blog. Gostei tanto do Conteúdo que agora acompanho diariamente

(Creeper de Semana - 14/04/2014 à 20/04/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

[CREEPY VIDEOS] Jogando Rarity Game - Chega de Pôneis!!!

Você gosta de pôneis? Tem tesão em ver a gente jogando esse tipo de jogos? Então esse vídeo é pra você!

Você odeia pôneis? Odeia quando jogamos jogos de pôneis e quer nos ver soltar os cachorros? Então esse vídeo também é pra você!

Confiram! Se gostarem, não se esqueça daquele like maroto e comentem ai embaixo o que acharam \o/


Link para download do jogo:

12/04/2014

Mais que um prédio histórico

Em algum lugar do Brooklyn, em Nova York, há um prédio de 12 andares, estreito e de arquitetura antiga. Aparenta ter sido construído em algum momento dos anos 1800, mas não há nehuma documentação de sua existência datada de antes de seu descobrimento. Ninguém sabe de onde esse prédio veio, e ninguém quer destruir ou fazer qualquer coisa com ele.

Em maio de 1902, um grupo de garotos decidiu explorar o prédio. Lá dentro, encontraram um salão em cada andar. Ao longo de todos esses salões, haviam inúmeras portas em todos os lados. Alguns tinham 31 portas; outros, 30 ou mesmo 28. Todas as portas, os salões e as escadas pareciam bastante desgastados. Por algum motivo, todas as portas tinham uma mesma etiqueta (que dizia "1902") e todas estavam destrancadas. Todos os quartos pareciam os mesmos; velhos, empoeirados, e aparentando estar a ponto de desabar. Os primeiros 5 andares eram idênticos, mas os garotos não foram capazes de explorar todo o quinto andar: eles disseram que algo os impedia, dando uma sensação horrível e praticamente imobilizando-os.

4 meses depois, todos os garotos cometeram suicídio.

Depois do incidente, cientistas locais começaram a fazer experimentos com o prédio. Eles enviaram pacientes de manicômios ao interior do prédio por algum tempo, e depois disso estudavam seus comportamentos por seis meses. Todos, exceto três, foram capazes de sair do prédio "assombrado". É dito que apenas os completamente insanos e insensíveis conseguem entrar no prédio e sair sem qualquer dano (considerando que já eram completamente insanos, mesmo).

O prédio continua no mesmo lugar, ele só não é fácil de encontrar. Um grupo de caça fantasmas encontrou o prédio em dezembro de 2008, achando que o que explicava tudo isso era a presença de fantasmas (vai entender...). Quando eles entraram no prédio, ele parecia exatamente o mesmo de 100 anos antes. Haviam apenas algumas diferenças:

1 - Todas as etiquetas continuavam ali, mas ao invés de "1902", agora todas diziam "2008"

2- Aparentemente havia um outro quarto no segundo andar: ele ainda tinha a mesma aparência de todos os outros, no entanto.

3 - Os caça fantasmas conseguiram chegar até o último andar do prédio, quando tiveram a mesma sensação descrita pelos garotos em 1902.

4 - Haviam três portas trancadas. Estas estavam:

1. No sexto andar. Porta de número 28. Sua etiqueta diz "1914" e o cheiro de morte é notável.

2. No nono andar. Porta de número 1. Sua etiqueta diz "1939" e o cheiro de morte também é notável, junto a uma suástica escavada na porta.

3. Ainda no nono andar, a porta de número 11. Sua etiqueta diz "2001", e uma fumaça pode ser vista passando por baixo da porta.

Em fevereiro de 2009, todos os caça fantasmas foram internados em um manicômio devido à comportamentos violentos e abruptos. Todos ficaram insanos.

Ninguém sabe de fato qual a força por trás desse prédio, mas se eu fosse você, eu não iria investigar pessoalmente...

11/04/2014

O Quarto do Gregory

Sempre levei uma vida tranquila e feliz, com a minha família, muitos amigos e um futuro brilhante na faculdade. Todos os meus conhecidos me respeitavam e também ganhavam o meu respeito. Eu sempre me dei bem com todos os meus professores e, apesar de não conhecer nenhum outro parente além dos meus pais, eu não me importava muito. Sempre tratei meus amigos como irmãos. Porém, havia algo que andei escondendo há muito tempo.

Eu, como muitos outros que conheço, desfrutei grande parte da minha infância nos anos 90. Tenho certeza que até os adultos também gostavam daquela época. Os videogames, a simplicidade e os ótimos desenhos animados.

Sim! Os ótimos desenhos.

Aos 6 anos fui tomado pelo grande desejo de me tornar uma das crianças que podiam assistir as demonstrações de desenhos que ainda seriam lançados. Meus pais aceitaram tranquilamente quando lhes contei o meu desejo. Afinal, esse era o “trabalho” perfeito para alguém da minha idade. Então, quando alguns funcionários da Nickelodeon apareceram na minha casa para pedir a autorização dos meus pais, eles tinham certeza de que isso era realmente o que eu queria. Tudo deu certo, e em uma tarde eles me levaram para a central da Nickelodeon. Eu estava tão excitado para ver tudo o que estavam fazendo antes das outras pessoas. Meus amigos ficariam com tanta inveja.

Chegando à central, fui levado para uma sala com uma grande TV, um aparelho de DVD (a primeira vez que vi um) e outras cinco crianças que estavam tão ansiosas quanto eu, todos esperando para assistir desenhos inéditos. A sala parecia com uma sala de estar qualquer, provavelmente para nos deixar confortáveis como se estivéssemos em nossas casas. Tinha um tapete, cadeiras, uma mesa, alguns jarros com plantas e um vermelho de tom agradável nas paredes.

Um funcionário apareceu do nada com um disco e um grande sorriso. “Estamos trazendo uma nova série para a Nick Jr.” Ele falou. “Se vocês gostarem, então vamos presenteá-los com uma cópia da primeira temporada completa!”

Todas as crianças começaram a comemorar enquanto o homem iniciava o DVD.

“Eu volto logo.” Ele falou com um sorriso brilhante enquanto saia da sala.

A TV iniciou com uma tela cheia de estática, o que era estranho já que a TV e provavelmente o aparelho de DVD eram de última geração na época.

A estática continuou por um tempo e logo apareceu na tela a imagem de uma lareira acessa. Então a câmera passava a mostrar todo o local. Não tinha música e nem uma introdução. A câmera mostrava uma cadeira de frente para uma janela, mostrando estrelas em um céu noturno. O local parecia aquecido e confortável. Dava para perceber que havia uma pessoa careca sentada na cadeira. Ele se virava lentamente, mostrando olhos grandes e assustadores e uma boca surpreendentemente realística.

Eu e todas as outras crianças ficamos surpresos com a aparência dele e esperamos para ver o que aconteceria.

Uma voz robótica e sem emoção quebrou o silêncio quando o personagem careca começou a falar, “Oh, eu não vi você ai”

A câmera mudou de posição, mostrando um corpo do personagem todo feito em CGI. Ele nos cumprimentou e falou:

“Olá, eu sou o Gregory, e esse é o meu quarto.”

A câmera dava um zoom no rosto assustador dele.

“Vamos nos divertir muito juntos, só nos dois!” E ele apontava para a janela.

“Podemos olhar para as estrelas juntos,” ele pegava um livro.

“Podemos ler juntos.”

A câmera se aproximava do fogo na lareira enquanto Gregory falava:

“Podemos olhas para as gloriosas chamas da lareira juntos.”

"..."

O silêncio surgia de repente, enquanto as crianças olhavam umas para as outras confusas. Esperamos por um tempo enquanto Gregory olhava para o fogo.

Ele voltava a olhar para a câmera e o rosto dele começou a se aproximar lentamente.

“Mas não importa o que façamos, será apenas nos dois e mais ninguém nesse quarto. Só eu e você.”

“Sem os pais.”

“Sem a policia.”

“Ninguém pode ouvi-lo.”

Uma música de fundo distorcida começava a tocar enquanto o rosto dele chegava mais e mais perto. Não apenas o rosto dele, como também o local ao fundo começava a ficar estranho enquanto chamas transparentes tomavam o local.

“Abrace-me”

“Eu. Preciso. De amor.”

"gReGorY pREciSA dE AmOr..."

O desenho (se é que aquela coisa poderia realmente ser chamada de desenho) acabava com o rosto do Gregory paralisado encarando a tela. Todas as crianças começaram a chorar. O funcionário voltou para a sala com um olhar furioso e falou algo que ficou marcado em minha memória. “Droga! Pensei que esse cara tinha aprendido a lição a muito tempo, mas...!”. ele gritava furioso enquanto arrancava o disco do aparelho de DVD e colocava as crianças para fora da sala.

Enquanto eu era guiado para fora da sala, pude ver rapidamente a capa do disco que estava na mão do funcionário. Na capa tinha escrito:

"O Quarto do Gregory"

Depois de alguns dias, começaram a surgir noticias de pais processando a Nickelodeon por exibição de conteúdo impróprio. Meus pais não gostaram nada do que aconteceu naquele dia e resolveram me proibir de voltar ao estúdios da Nickelodeon.

O tempo passava e eu não conseguia esquecer tudo aquilo que aconteceu. À medida que fui envelhecendo e entrando no mundo da internet, pude encontrar uma versão daquele estranho desenho. Agora tento entender o significado dele, e o objetivo de sua criação.



10/04/2014

Dave Shaw

[Nota: essa é uma história real.]

Dave Shaw foi um piloto de aviões e mergulhador australiano, que em 28 de outubro de 2004 quebrou o recorde mundial de mergulho profundo (270 metros). Dave é uma das onze pessoas que foram além dos 240 metros submarinos.

Na data, Dave encontrou o corpo de Deon Dreyer, um mergulhador australiano que morreu 10 anos antes quando também tentou quebrar o recorde mundial. Dave decidiu resgatar o corpo de Dreyer, e para encontrá-lo novamente, deixou uma corda amarrada ao corpo de Deon. Em janeiro de 2005, outros 8 mergulhadores e um time de resgate se uniram a Dave na tentativa de resgate do corpo.

Durante o resgate, entretanto, algo deu errado: inesperadamente, o corpo de Dreyer começou a flutuar após a corda ter sido cortada. Shaw havia deixado as baterias de sua lanterna no piso da caverna submarina, e uma vez que as baterias eram conectadas à lanterna por meio de cabos, estes (junto à corda que estava presa em Dreyer) se enroscaram em Shaw. O esforço para tentar se libertar de todos esses cabos acabou levando Dave Shaw à morte. Apenas no dia seguinte, enquanto o restante da equipe ainda fazia buscas e recuperava o equipamento, seu corpo e o de Deon Dreyer boiaram até a superfície.

Website de Dave Shaw (permanece exatamente como ele o deixou antes de seu último mergulho): http://www.deepcave.com/pages/3/index.htm

[Esse artigo na Wikipédia e essa matéria do The Telegraph foram usados como referência para a elaboração desse post]

08/04/2014

[CREEPY VIDEOS] Jogando Flutter Island 1 & 2 - Pôneis em Apuros!

Boa tarde, pessoas! Bem-vindos a mais um Creepy Video!

Pra falar a verdade, era pra este vídeo ser lançado amanhã (ou melhor, sábado passado lol), porém como consegui internet hoje, decidi subir de uma vez, antes que dê algum outro problema.

Enfim, hoje, jogaremos os dois jogos da saga Flutter Island (sim, mais jogos de pôneis, não aguentamos mais)! Porém, tem uma razão pra isso: Hoje é o dia de batismo do Mauricio! Sim, ele participará em alguns de nossos videos, mas primeiro, terá que enfrentar os pôneis malditos pessoalmente para entrar de vez na nossa equipe. Tá achando que é fácil, nerdão? haha'

Também apresentamos uma novidade muito bacana que incrementará bastante nossos videos. Estão curiosos para saber qual?

Confiram! Se gostarem, não se esqueça daquele like maroto e comentem ai embaixo o que acharam \o/


Links para download do jogos:

07/04/2014

Creeper da Semana: Fernanda Garcia

Idade: 14 anos

Estado: São Paulo

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas:  Conheci o blog por acaso pela página de vocês no facebook e comecei acompanhar, tenho um amigo que ama creepypastas e eu comecei a acompanhar com ele, sempre que agente achava um que nunca viu agente só falava disso na sala de aula.

Contato pessoal:
Facebookhttps://www.facebook.com/fernanda.kobayashi.39

(Creeper de Semana - 07/04/2014 à 13/04/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

03/04/2014

Ashley, A cidade que desapareceu.

Em algum momento durante a noite de 16 de Agosto de 1952, a pequena cidade de Ashley - Kansas, deixou de existir.

 As 3h28m da manhã do dia 17 de Agosto de 1952, um terremoto de magnitude 7.9 foi medido pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. O terremoto foi sentido por todo estado, principalmente pelo meio oeste. O epicentro foi determinado estar sob a cidade Ashley - Kansas. Quando os policiais chegaram onde deveria estar os arredores da comunidade agrícola, apenas encontraram uma ardente abertura no chão, em chamas, medindo cerca de mil metros de comprimento e de quinhentos de largura. A profundidade nunca foi determinada.

Depois de doze dias, a busca estadual e local para 679 moradores da cidade de Ashley foi cancelada pelo governo do estado de Kansas as 21h15m de 29 de Agosto de 1952. Todos os 679 moradores foram considerados mortos. As 2h27m da manhã de 30 de Agosto de 1952 um terremoto de magnitude 7.5 foi medido pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. O epicentro foi determinado estar sob o que costumava ser a cidade de Ashley. Quando os policiais chegaram para investigar as 5h32m do mesmo dia, relataram que a fissura na terra tinha se fechado.

Nos oito dias que antecederam o desaparecimento da cidade e dos 679 moradores, acontecimentos bizarros e inexplicáveis foram relatados pelos moradores e policiais da área.
-

Na tarde de 8 de Agosto, as 17h13m, um morador de Ashley chamado Gabriel Johnathan relatou ter visto algo estranho no céu. Sendo que a pequena  cidade não tinha nenhum policiamento oficial, a ligação foi feita para a delegacia da cidade vizinha chamada Hays. Gabriel relatou algo que parecia ser "uma pequena fenda negra no céu". Nos quinze minutos seguintes, a delegacia de Hays ficou inundada com dezena de ligações relatando a mesma coisa que Gabriel. Ninguém de nenhuma cidade ou comunidade vizinha relatou ter visto o fenômeno. Na manhã seguinte um policial foi enviado até a cidade de Ashley para investigar o assunto.

As 7h53m, na manhã de 9 de Agosto, O oficial Allan Mace da Polícia de Hays contatou a delegacia de Hays pelo rádio. Ele relatou que, apesar de ter seguido corretamente a estrada que conduzia a Ashley, tinha se perdido. De acordo com seu relato,  a estrada "continuava no caminho normal, mas de alguma forma acaba de volta em Hays". Mace também disse que a estrada nunca fazia uma curva ou dobrava em nenhuma das direções. As 9h15m, dez carros da polícia foram enviados para investigar a situação, e todos os membros da equipe chegaram a mesma conclusão que Allan Mace. A estrada que antes levava até Ashley agora fazia o caminho de volta para Hays. Ligações para a delegacia de Hays continuavam, relatando que a fenda negra no céu estava aumentando de tamanho. A todos que ligavam era recomendado ficar dentro de casa e não ir para fora a não ser que fosse absolutamente necessário. As 20h17m, a Sra. Elaine Kantor relatou que o Sr. e a Sra. Milton e seus dois filhos estavam desaparecidos. De acordo com a ligação da Sra. Kantor, a família Milton tinha tentado sair da cidade de carro naquela mesma tarde. Eles nunca voltaram. Os policias nunca avistaram o carro ou indivíduos na estrada.

Na manhã de 10 de Agosto de 1952, ligações para a delegacia de Hays vindas da cidade de Ashley relatavam que a cidade estava em total escuridão. O sol não estava no céu. As 10h15m, a pedido do policiamento de Hays, um helicóptero da cidade de Topeka-Kansas, voou sobre a região em que a cidade de Ashley se localizava. Não foi possível visualizar a cidade do céu.

No dia 11 de agosto,  12h43m, a Sra. Phoebe Danielewski ligou para a delegacia de Hays. Ela relatou que sua filha Erica tinha começado a ter conversas com o pai, que havia morrido três anos antes, em um acidente de carro. O que a mais preocupava era de Erica estava tentando sai de casa na escuridão para "se juntar a eles". Nas doze horas seguintes a delegacia de Hays recebeu 329 ligações descrevendo um fenômeno quase idêntico a Erica, todos envolvendo crianças.

Na manhã seguinte, no dia 12 de Agosto de 1952, a situação ficou pior ainda. Durante a noite, todas as 217 crianças da cidade de Ashley desapareceram. Foram relatadas 421 ligações para a delegacia de Hays. Como os policiais não conseguiam chegar na cidade de Ashley, a única instrução que davam aos pais era que ficassem dentro de casa e não tentassem ir procurar as crianças desaparecidas.

As 17h19 do dia 13 de Agosto, um senhor de idade chamado Scott Luntz relatou um incêndio distante porém crescente vindo do sul de Ashley. De acordo com a descrição, o fogo parecia fazer com que a escuridão se tornasse em "vermelho forte e laranja, que parece subir até o céu". Durante o dia as ligações continuaram a acontecer, dizendo que o fogo, que se movia em direção norte, agora parecia "vir do céu negro". Nenhum incêndio foi visto ou relatado pelas comunidades ou cidades vizinhas.

Os relatos continuaram até 00h09 da manhã de 14 de Agosto de 1952, a última ligação, feita pelo Sr. Beijamin Endicott, relatando que o fogo no céu agora estava mais intenso, fazendo com que a escuridão não tomasse mais conta da cidade. A ligação terminou abruptamente.
(Mensagens transcritas da ligação feita por Benjamin Sherman Endicott)

Benjamin: Espere um pouco... espere...
(SILÊNCIO)
Benjamin: É... É, eu vejo alguma coisa. Está no sul. Parece que é -
(LIGAÇÃO TERMINA)
A próxima ligação não foi deita até a tarde seguinte.

A seguir, a transcrição completa da última ligação recebida pela delegacia de Hays vinda da cidade de Ashley. Aconteceu as 21h46m na noite de 15 de Agosto de 1952. Nesta gravação o policial que fala com a mulher identificada como Srta. April Foster é o Oficial Peter Welsch.

(LIGAÇÃO COMEÇA)
Oficial Welsch: Delegacia de policia Hays.
(Estática)
Oficial Welsch: Olá?
Foster: SIM...Sim, olá?
Oficial: Senhora, com quem estou falando?
Foster: Meu nome é April, April Foster. (tosse) Por favor, senhor. Por favor, me ajude.
Oficial: O que está acontecendo, senhora?
Foster: Ontem a noite... ontem a noite eles voltaram.
Oficial: Senhora, eu vou precisar que você -
Foster: ONTEM A NOITE ELES VOLTARAM! (chorando)
Oficial: Senhora, eu vou precisar que você se acalme e fale claramente. O que aconteceu? Quem voltou?
Foster: (soluçando) Todos.
Oficial: Todos?
Foster: Todos voltaram do fogo.
Oficial: Como assim todos?
Foster: Meu filho... Eu vi meu filho ontem a noite. Ele estava andando... ele estava andando pela rua. Estava queimado. Jesus Cristo ELE ESTAVA QUEIMADO!
Oficial: Senhora, eu -
Foster: Ele morreu ano passado. Eu o criei sozinha desde bebê... só eu e ele. Eu falei para ele tomar cuidado com os carros quando andava de bicicleta, mas ele nunca me ouvia.
Oficial: Senhora, o que você está dizendo não faz sentido nenhum. Você disse que todos tinham voltado?
Foster: VOCÊ ESTÁ ME OUVINDO, PORRA? TODOS! Todos estão de volta. Todos que morreram, ou desapareceram, voltaram. E estão atrás de nós! (chorando)Ele... ele disse: "Mamãe, estou bem agora! Veja, eu consigo andar de novo! Onde está você, mamãe, eu quero ver você!" (chorando).
Oficial: .... Senhora, onde você está agora? Está segura?
Foster: Estou escondida. Como todo mundo. Nós os vimos vindo pelos campos... e... algumas pessoas abriram as portas para eles. Deus, OS GRITOS! -pausa- Não sei o que aconteceu com eles. Mas suas casas pegaram fogo e desmoronaram. Estou com as cortinas abaixadas. Estou escondida no armário agora e - silêncio-.
Oficial: Senhora, está tudo bem? Você está bem?
Foster: -Silêncio-
Oficial: Senhora?
Foster: -Barulho de vidro se quebrando- Ah... ah meu Deus.
Oficial: Senhora?
Foster: Algo acabou de entrar -choro abafado-.
Oficial: Senhora, fique o mais quieta que puder. Não fale nada.
Foster: - som abafado: "mamãe...mamãe?; choro de foster - Ele entrou.
Oficial: Fique onde está. Não saia.
Foster: -som abafado: "mamãe, você está se escondendo?"-
Oficial: Fique em silêncio.
Foster: - som pesado de passos. Risada. Abafado: "EU TE ACHEI, MAMÃE!". Gritos.
Oficial: Senhora? SENHORA?
(LIGAÇÃO TERMINA)


Na manhã seguinte as 6h55m os policiais de Hays conseguiram localizar a cidade de Ashley, mas esta já estava em um fissura de baixo da terra, ardendo em chamas. 

02/04/2014

Batidas na janela

Deito em minha cama, inquieto e solitário, em uma noite sombria e silenciosa. Viro e reviro na cama tentando encontrar uma posição confortável, mas me sinto apreensivo demais. Algo nessa noite não estava certo. Continuo me revirando e finalmente encontro uma posição confortável.

Fecho os meus olhos, mas não faz diferença, de qualquer modo o meu quarto já estáva bastante escuro e levaria algum tempo para os meus olhos se ajustarem à escuridão. Fico deitado, quieto e silencioso em uma noite fria e sombria. Meu corpo está relaxado, meus pensamentos se esvaindo, e estou pronto para um merecido descanso. Instantaneamente, o silêncio é despedaçado e a minha mente se enche com o medo enquanto meus olhos se arregalam com o susto.

Knock. Knock.

É quase inconfundível o som de um punho batendo no vidro. Mas não era, não poderia ser. O que levaria alguém a querer me acordar a uma hora dessas? Pense logicamente. Se alguém quisesse invadir a casa, por que iria me avisar antes com uma batida?

Monstros não existem. Eu poderia me acalmar e simplesmente olhar para a janela, mas eu estava virado para o outro lado e com muito medo de virar a cabeça e dar de cara com os meus piores pesadelos do outro lado da janela. O que poderia ser então? Talvez alguns pássaros se batendo em minha janela. Não, muito surreal. Um grupo de pássaros poderia estar voando no meio da noite? Batendo em algumas janelas e assustando algumas pessoas só para se divertirem? Deixe-me pensar melhor, talvez seja apenas a minha imaginação. Talvez eu ouvi apenas o típico ranger da casa e em minha paranoia acabei confundindo com uma batida.

Knock. Knock.

Não, dessa vez definitivamente não foi a minha imaginação. Droga! Só pode ser algum pivete idiota esperando que eu apareça na janela para que ele possa me assustar e jogar pedras em mim. Não, não devo pensar nisso. Tenho que parar com essa paranoia. Além disso, ele está lá fora, e eu estou aqui dentro, enquanto eu não ouvir a janela sendo quebrada eu sei que estou seguro. Monstros não existem. Eu ainda não reagi, talvez esse pirralho pense que não estou aqui ou que tenho um sono pesado e vá embora.

Knock Knock.

Não deve ser uma criança. Nenhuma criança ficaria tanto tempo esperando por uma reação minha; ela já teria se entediado e ido embora. Então, o que seria? Por que um serial killer me escolheria entre tantas pessoas? Pense logicamente. Monstros não existem. Não fique paranoico. Ele está lá fora, e eu aqui dentro, enquanto eu não ouvir a janela sendo quebrada estarei seguro. Mas, e se não for um monstro ou algum tipo de assassino, o que seria? Eu só tenho que dormir e talvez ele vá embora.

Knock. Knock.

Oh Deus! Não consigo pensar em um barulho que eu possa odiar mais do que essas batidas persistentes! Por favor, vá embora! Deixe-me em paz! Não tenho como escapar. Ele vai entrar e fazer coisas terríveis comigo! Tenho que respirar fundo. Posso sentir meu coração pulando em meu peito. Só tenho que relaxar.

Monstros não existem. Lembre-se, ele está lá fora, e eu aqui dentro, enquanto eu não ouvir a janela sendo quebrada estarei seguro. Não posso deixar o medo me dominar. Só tenho que dormir e não mover um musculo.

Knock. Knock.

Ele está lá fora, e eu aqui dentro, enquanto eu não ouvir a janela sendo quebrada estarei seguro. Monstros não existem. Só tenho que dormir e rezar para que essa coisa vá logo embora.

Knock. Knock.

Ele está lá fora, e eu aqui dentro, enquanto eu não ouvir a janela sendo quebrada estarei seguro.

Lágrimas de medo começam a escorrer pelo meu rosto. Monstros não existem. Monstros NÃO existem. Começo a sussurrar para mim, “Ele está lá fora, e eu aqui dentro, enquanto eu não ouvir a janela sendo quebrada estarei seguro. Ele está lá fora, e eu aqui dentro, enquanto eu não ouvir a janela sendo quebrada estarei seguro.”

Knock. Knock.

NÃO AGUENTO MAIS ISSO! Vou ficar maluco ouvindo essas batidas! Se eu pudesse pelo menos ver o quê esta fazendo isso eu ficaria em paz! Tenho que respirar fundo. E repetir mais uma vez, “Ele está lá fora, e eu aqui dentro, enquanto eu não ouvir a janela sendo quebrada estarei seguro.” Tento respirar calmamente. Meu coração parecia que ia estourar a qualquer momento. Lentamente começo a virar a cabeça para olhar a janela.

Meu coração afunda em meu peito e o medo quase me deixa paralisado.

Eu virei a cabeça para o olhar a janela.

Eu virei a cabeça para perceber que a criatura pálida com olhos negros brilhantes e um sorriso assustador já estava aqui dentro o tempo todo... batendo em minha janela.