19/08/2014

Creepypasta dos Fãs: A Velha

"Era apenas uma noite comum como qualquer outra, depois de jantar junto aos meus pais e minha irmã, um ano mais velha do que eu. Meus primos apareceram do nada em casa e começamos a nos entreter contando histórias aterrorizantes uns aos outros. Eu tinha pouco mais que 8 anos e ainda tinha muito medo dessas coisas, mas não queria me mostrar medrosa. Meu primo mais velho disse que queria contar algo que era real e não era apenas uma lenda, como todas essas outras que havíamos compartilhado. Ele disse por volta da década de formação da nossa cidade (Maringá, no Paraná), onde ela não passava simplesmente de uma vila, havia uma casa destinada à crianças órfãs.

Quem cuidava delas era uma velhinha serena que quase nunca falava e que aparecia raramente fora da casa. Ela detestava ouvir qualquer tipo de barulho depois que se deitava e crianças normalmente têm pesadelos durante a noite. Conforme foram crescendo, as crianças começaram a desobedecer a senhora, que foi se mostrando cada vez mais insana, agredia e gritava com elas, toda a sua serenidade havia se esvaído. Um dia, um dos garotos não conseguiu dormir e acendeu sua vela ao lado da cama e resolveu chamar pela senhora em seu quarto. Chegando lá, aproximou-se da cama e chamou-a, nada aconteceu. O garoto, querendo pregar uma peça na velha, resolveu assustá-la, subiu na cama e apertou o pescoço da idosa, que acordou no mesmo instante, assustadíssima e logo em seguida não se mexe mais.

O garoto se viu ao lado do cadáver da senhora. Não havia nenhuma autoridade na vila e nem tampouco nenhum médico. Os moradores disseram que a velha havia morrido devido ao seu coração ter parado por causa do susto. O garoto, por onde passava, era encarado e alvo de ofensas dos moradores e colegas da casa em que morava, que agora era "administrada" por uma moradora vizinha, que se voluntariou a cuidar das crianças. Todos dormiam, menos aquele garoto. Não importava o quanto ele se virava, não conseguia dormir. "Maldita velha" pensou, "não me deixa dormir". Virou-se de frente e fitou o teto por alguns segundos e sussurrou "ainda bem que morreu, velha insolente, antes não nos deixava levantar durante a noite, agora não me incomoda mais".

Durante mais algum tempo permaneceu acordado, quando começou a ouvir alguns ruídos. Olhava por todo quarto: nada. Foi então que viu uma pequena silhueta se aproximar e subir até a sua cama. Foi então que viu a velha, tinha o cabelo desgrenhado e o rosto sem expressão. Ela pousou suas mãos no pescoço do garoto e apertou durante alguns segundos. A voz não saía e era como se seu corpo não respondesse a vontade de se mexer. Foi então que a velha sussurrou: "Crianças malvadas não têm um bom final. Vire-se para o lado e durma, ou alguém poderá assustar você!"

Nesse momento, meu primo soltou um grito e pulou pra perto de mim e da minha irmã, estávamos aterrorizadas, mas eu não queria mostrar isso, então levantei e disse: "pois eu não tenho medo! Dormirei olhando pro teto e duvido que algo acontecerá comigo!".

Naquela noite me deitei e não consegui dormir, virava para os lados e me concentrava em dormir, mas o sono não chegava. Lenda idiota, zombei e ainda assim me causou medo. Do nada, surgiu uma sombra sobre mim. O medo tomou conta de mim quando eu senti um grande aperto na garganta. Tentei me mover e não conseguia, também não consegui gritar minha irmã do outro lado do quarto. Só conseguia olhar pra cima, pro rosto branco e enrugado daquela velha assustadora."

Essa foi uma história contada pela minha mãe. Ela afirma com toda certeza que aconteceu, treme e se assusta toda vez que toca no assunto. Eu pensei em zombar dela e dizer que achava tudo uma besteira, pois sou muito cética, mas desde que eu me lembro, ela dorme de barriga pra baixo. Você se arrisca a zombar da velha e esperá-la no meio da noite, olhando pra cima? Lembre-se: Boas crianças se viram e dormem.

Autor: Emilly Gabriela

Creepypasta dos Fãs: Vamos Fazer uma Coisa?

Olá leitores, como vão, como anda a vida de vocês? Vamos fazer uma coisa? Hoje eu estou escrevendo esta história, o acordo é o seguinte, ou você fecha o texto ou você lê, mas após começar a leitura, você tem que jurar que não parará até terminar de ler, até o ultimo ponto, mas se você ler, isso trará grandes consequências, então eu lhe recomendo a fechar o texto e continuar a sua vida monótona, mas se você quiser ler sabendo das consequências prossiga o texto após o três...

Um...

Dois...

Três...

Hum... Você é corajoso, vou lhe repetir um ditado... Quem brinca com fogo... Acaba se queimando...

...

...

...

...

...

Ele era um bom homem, ele era muito jovem para ter este fim- Era oque se ouvia em seu velório, Gabriel Marques havia acabado de completar seus vinte anos e já estava em um caixão... Pobre garoto, ele era uma pessoa curiosa, ele adorava histórias que lia na internet e ouvia no youtube, ele procurava histórias por todos os sites, mas ele era realmente obcecado em creepypastas, ele lia todas as noites, ele pensava que não traria mau algum ver algumas historias, ele pensava que tudo não havia existido, que tudo era somente ficção, mas ele estava errado, o mundo tem um lado obscuro onde não se tem a certeza do que ou quem está lá, mas ele era corajoso (Que nem você leitor), ele queria saber oque estava escondido.

Um belo dia Gabriel encontrou uma pessoa, era uma pessoa oculta, ele não tinha proximidade com ninguém que estava naquela boate, ele estava sentado em uma mesa sozinho, parecia ter no mínimo 1,80 de altura, Gabriel, (ha ha) era tão insolente e ingênuo, ele foi falar com o homem, se ele soubesse o erro que ele cometeu, ele havia a intenção de animar o homem sentado...

-Olá – Disse Gabriel

-...

-Oque aconteceu?

-... Por que vocês falam tanto dele...

-Dele quem?

-Do meu irmão ...

-Quem seria seu irmão?

-...

-Qual é o seu nome?

-... Woods...

-Ok Woods ... Tem telefone?

-…

-Ta então, te vejo por ai.

Ah Gabriel, se você soubesse o quão irritado você havia deixado Woods no momento em que perguntou o nome de seu irmão, talvez você ainda estaria aqui para viver por mais alguns anos...

Chegando em seu apartamento, notou uma janela aberta em seu notebook, e nela estava aberta o bloco de notas escrito ‘’Eu sou aquele que tem L e U no nome’’, Gabriel achou que fosse somente um vírus nada demais, e também havia uma guia da internet, que estava direcionada à uma reportagem, era um site onde não divulgava nomes de pessoas e nem o local, só indicava o crime, e lá estava falando de uma família que foi assassinada pelo filho mais novo, havia sido encontrado o pai e a mãe, mas o filho mais velho até hoje não havia sido encontrado, Gabriel achou que fosse mais algo daquele mesmo vírus e foi dormir.

No dia Seguinte, quando Gabriel estava em seu trabalho como caixa de mercado, notou dentro da caixa registradora, uma nota, escrita ‘’A última coisa que ouvi de meu irmão foi... ’’ a nota estava rasgada no final, foi naquele momento que ele notou que algo errado estava acontecendo, mas como ele era tolo, deixou lhe passar uma historia que já havia visto, você que está lendo sabe o nome da historia e o seu final, mas eu acho que diferente de Gabriel, você já notou quem é a pessoa que está lhe procurando...

No final da tarde, Gabriel já indo a caminho de seu apartamento, aquele momento estava frio a ponto de embaçar as vidraças das lojas, e uma das lojas lhe chamou atenção, era uma loja de livros, ele entrou e deu uma olhada, não achou nada que poderia comprar com seu dinheiro naquele momento, saindo da loja, ele olhou a vidraça, naquele momento Gabriel não tinha mais controle de si mesmo, ele havia ficado pálido, na vidraça havia sido escrito uma frase, muito familiar para pessoas que leem frequentemente à histórias de terror na internet, uma frase que deixa as pessoas com frio na nuca ao lembrar da cara horrenda de Jeff, lá estava escrito ‘’Vá Dormir’’, Gabriel agora tinha se dado conta, a pessoa que havia feito o bloco de notas, que havia deixado aberta a pagina de reportagens e que havia deixado o bilhete na caixa registradora era Liu Woods, ele correu, correu, correu, como se não houvesse amanha, mas de fato, naquele momento, não importava onde ele fosse Liu saberia onde ele esta...

Ele correu para casa de seus pais, mas eles haviam viajado, ele arrombou a porta, pegou uma faca e começou a falar: ‘’Saia Liu eu sei que você está aqui’’, assim foi feito, Liu saiu da sombra que se formava na sala, ele havia a face com varias marcas de pontos e também havia com ele uma faca, ele disse: ‘’Gostou das palavras escritas na vidraça?! Você vai adorar ouvi-las agora... ’’, foi quando Liu tacou a faca em seu ombro e começou a fazer vários cortes em seu peito, eram aleatórios e lentos, fazendo com que sua dor fosse ainda maior, quando Gabriel estava prestes a desmaiar, Liu cortou seus membros com muita violência e agilidade, e Disse: ’Vá Dormir’’ foi então que Liu cortou sua cabeça, mas antes dele sair, escreveu uma nota, nela dizia:

"Todos que divulgarem, ou souberem de minha existência, podem se considerados mortos. 

ASS: Liu Woods"

Agora se lembram do nosso trato? Então, eu sou um cara muito orgulhoso, mas também sou extremamente rigoroso, e antes deste texto eu lhes falei das consequências, a consequência é ser caçado por um dos meus mais experientes caçadores, Liu não tem habilidades suficientes para fazer um arranhão em mim, então não se preocupe, eu não vou morrer, mas eu não diria o mesmo de você...

Autor: Jefi Tequila

Creepypasta dos Fãs: Abra os Olhos

Uma senhora está em sua casa, sentada em seu sofá. O sono começa a chegar, e seus olhos pesam mais e mais a cada segundo, até que se fecham.

Ela ouve barulhos vindos do segundo andar. Ela não se preocupa, devem ser seus dois netos fazendo alguma travessura.

Seus olhos se fecham novamente. Ela então ouve passos que parecem descer as escadas, e risadinhas seguidas de cochichos indefinidos.

‘’Vovó?’’ Pronuncia a voz de uma menina. A senhora sorri, e responde sem abrir os olhos, estava realmente muito sonolenta.

‘’Sim, minha querida?’’

‘’Vovó, do que a senhora tem medo?’’ Dessa vez é a voz de um menino que ela ouve, seu outro neto.

‘’Ah, de muitas coisas meu neto. O bicho papão é o meu maior medo. ’’ Brinca a avó, sempre doce.

Ela ouve risadas, e ri junto com eles, ainda sem abrir os olhos.

‘’Não se preocupe’’ A garotinha disse. ‘’Há coisas piores’’

Ela abriu os olhos, mas eles tinham sido mais velozes, e seus passos eram ouvidos pela casa inteira enquanto voltavam para o segundo andar da casa.

A dona achou estranho, mas relevou, crianças geralmente dizem coisas estranhas.

Aconchegou-se no sofá e tentou dormir novamente, mas batidas na porta a interromperam.
Ela andou até a porta e indagou:

‘’Quem é?’’

‘’São seus netos, vovó. Fomos comprar doces e acabamos ficando para brincar com os filhos dos vizinhos. Saímos há algumas horas. ’’

Autor: 'Rafaela C. Souza'

Creepypasta dos Fãs: As Cartas

Ela sentava no fundo da sala, sempre vestia preto, da minha mesa eu podia vê-la escrevendo em um caderno com capa vermelha. Eu era o professor e ela a aluna, mas de alguma forma ela me atraia de uma maneira tão forte que eu não podia evitar olhá-la com o canto dos olhos. Seu nome era Katherina Wood. Na hora da saída eu pedia para conversar com ela e nunca consegui ouvir sua voz.

Certo dia uma carta aparece em minha mesa com um selo e um nome Katherina Wood.

Ao abrir a carta vejo uma linda caligrafia, letras bem trabalhadas e uma ortografia incrível. A carta dizia:

Sempre vejo o senhor olhar para mim e me chamando para conversar, mas tenho medo de aceitar, pois não sei o que irei te falar ou o que irei pergunta-lhe.O seu nome não me é estranho Sr.Livewood..Peter Livewood . Um nome que minha família nunca vai esquecer pois és amaldiçoado. O seu nome marca a minha família desde 1766, quando dormires com minha mãe. Espero que sejas feliz ao meu lado Sr. Livewood.

Com amor,

Katherina Wood.

Ao terminar de ler a carta, me arrepio e olho para o fundo da sala de aula e vejo-a escrevendo em seu caderno com os olhos fechados e quando os abre olha para mim, com os olhos escuros por inteiro. Um arrepio me percorre novamente. Termino minha aula e vou para o estacionamento pegar o meu carro, quando me aproximo vejo-a encostada na porta do passageiro, me esperando. Aproximo-me, puxo conversa, ofereço uma carona para casa. Ela aceitou, quando me aproximo de sua casa paro o carro e estaciono perto da calçada. Tranco as portas e me aproximo dela, ela se aproxima de mim e a beijo, ficamos horas dentro do meu carro. Quando terminamos continuo o caminho para a casa dela, estaciono em frente e vejo uma casa pintada de preto, as cortinas eram pretas.
Passo noites inteiras sem dormi pensando nela. Em uma noite de chuva, ela aparece na porta da minha casa com uma mochila grande nas costas. Ela me disse que fugiu de casa e me trouxe outra carta. Sento-me no sofá para ler, a carta dizia:

Caro Sr. Livewood, hoje venho a sua casa para completar meu ritual de imortalidade, para que isso ocorre-se eu precisa perder minha virgindade e o senhor me proporcionou grandes prazeres, a segunda parte seria tomar seu sangue enquanto está vivo e depois lhe torturar até a morte até que sua alma saia de seu corpo e venha para o meu, enquanto lia essa carta eu bebi seu sangue. A carta tem uma mágica que lhe prende e lhe anestesia, mas ao final desta carta o senhor agonizará todas as dores que essa carta lhe tirou, o que me proporcionará o mesmo prazer de um orgasmo. Durante um tempo sua alma ficará vagando pelo espaço até que encontre meu corpo. Nossas almas irão formar uma só.

Com amor,

Katherina Wood.

Ao terminar de ler a carta, sinto uma dor partindo meu coração em migalhas, sinto meu cérebro explodir dentro de meu crânio, meus órgãos se espremiam até formar um só. Sinto minha alma sair do meu corpo deixando uma marca em minha alma, passo a mão em cima e sinto duas letras KW. Duas letras bem distintas. As mesmas letras que estavam no selo das duas cartas que eu recebi de Katherina.

Minha alma se juntou a dela, não sou, mas a mesma pessoa. Sinto que ela irá fazer o mesmo com outros caras e eu irei presenciar, eles irão sentir as mesmas dores que eu.

Cuidado eu já vi ela fazer a mesma coisa com homens e mulheres. E você pode ser o próximo.

Autor: Raissa Simas Cedro

Creeper da Semana: Dickson Brenner Gomes


Idade: 15 anos

Estado: Piauí

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas:  Bem, eu tinha uma amiga que às vezes, enquanto conversava com ela, dizia que ia ler uma "Creepy", ou dizia que estava ocupada lendo uma "Creepy Pasta". Eu tinha conhecimento que essa minha amiga amava esse tipo de coisa (era dela que eu pedia recomendações de animes sangrentos Hahshahs) e por isso, eu também com o mesmo gosto voltado para o terror e para o sobrenatural, resolvi pesquisar o que era isso. Encontrei. Fiquei vidrado vendo aquelas histórias. E certa vez tava procurando lendas e histórias do tipo "Mindfuck" e parei aqui de novo (Foi o destino heuhaueha <3). Foi aí que me apaixonei. s2 Já era louco por essas coisas mesmo. ^^ Só sei que amo esse blog. :3 <3

(Creeper de Semana - 18/08/2014 à 24/08/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

16/08/2014

O livro em branco



O cheiro de naftalina e mofo enchem sua boca e narinas enquanto você mantém o livro aberto. O livro geme e lamenta. As páginas são amarelas com velhas manchas de café e xantos corroídos. A capa é lisa, com a exceção de algumas ondulações e riscos. O livro não tem título, e nem autor. Sem editores, e nem ilustradores. Sem críticas, sem fãs. Sem começo, e sem fim. Ninguém sabe que ele existe.


Você o folheia, páginas antigas, grudadas e apodrecidas. Nada, apenas símbolos ilegíveis pintados em alguns lugares da página. Asteríscos, estrelas, triângulos, olhos, números. Binários, Pig Latin, Zalgos. Os caracteres estão manchados, quase ilegíveis. Você consegue ler pequenas letras no final de cada página.

“Mas por quê?”

E se repete:

Os binários são traduzidos,

“Mas por quê?”

O Pig Latin é traduzido,

“Mas por quê?”

Até o zalgo é traduzido,

“Mas por quê?”

Nenhum lápis pode marcar as páginas do livro. Nenhuma caneta, giz de cera, tinta. Eles são insignificantes diante de seu frágil conteúdo.

Nenhuma mão humana pode tocar suas páginas sem que sinta dor. Nenhum animal, nenhum monstro, nenhum Deus. Eles são insignificantes diante dos feitiços escondidos dentro de cada símbolo.

Você folheia as páginas até o final, suas mãos queimam, lágrimas escorrem, pingando nas páginas. As lágrimas evaporam instantaneamente. Somem.. Desaparecem. Seu estômago se revira, suas unhas começam a cair. Seus dentes ganham estranhos tons de amarelo, depois cinza, então escurecem. Eles caem sobre sua língua roxa. Suas pálpebras tremem, e lentamente começam a cair no chão. Sangue substitui suas lágrimas. Você ouve seus ossos estalando e rachando, quebrando, partindo.

A pele ao redor de sua garganta aperta. Você encara o livro, as páginas zombam de você. Os caracteres saem das páginas, símbolos voam pelo ar. Fugindo quando seus dedos sangrentos tentam toca-los. Eles grudam em seu peito, onde permanecerão. Seu cabelo começa a cair, até não sobrar nada. Sua pele ganha um tom amarelado... o mesmo amarelo das páginas. Você aperta as páginas do livro, fazendo suas mãos queimarem mais.

Suas mãos se unem ao livro, transformando-se em páginas. Você perde suas roupas. Opa! Lá se vai seu almoço. Por toda a mesa, exceto no livro. Seja o que for que estiver acontecendo com você, esta tentando tirar todo o seu líquido; você tenta vomitar até não sobrar mais nada. Você começa a urinar até esvaziar sua bexiga. Seu nariz começa a escorrer, pingando sobre seu lábio superior. Suas narinas ressecam. Agora você começa a babar por todo o lugar. Baba até sua boca secar. Secar ate não sobrar mais nada para cuspir. Você luta para se afastar do livro, mas ele esta grudado em suas mãos. Você se bate contra a maçaneta, tentando abrir a porta. Você esta suando demais, suando até não poder mais suar. Você senta na frente da porta soluçando.

Você não pode parar o que começou. Você tenta chorar, mas suas lágrimas também já se foram. A única coisa que sobra é o seu sangue. O sangue escorre pelas suas bochechas, descendo pelo seu queixo. Escorrem de pequenos orifícios da sua pele onde suas unhas costumavam estar, espirram de cada glândula sudorípara, das palmas de suas mãos, de suas partes íntimas. Depois de dez minutos, você cai no chão. Sem saliva, sem vômito, sem suor, sem sangue, sem urina, sem vida.

Agora fica tudo fácil; o livro lentamente possui seu corpo em suas páginas até que você se vai completamente. Você se tornou mais uma maldita página do livro sem começo e sem fim. Em seu último sopro de vida, você consegue mandar uma pequena mensagem em sua página:

“Mas por quê?”

Os policiais chegam dias depois e entram no local. Eles reportam que não acharam nada, apenas um livro posto perfeitamente em cima de uma mesa sem nenhuma pista. Um policial atrás do outro desaparece misteriosamente depois de ler o livro. O livro é simplesmente passado para um ou outro, dia após dia, semana após semana, ano após ano.

O livro nunca vive ou more...

Seu número de páginas apenas continua aumentando...

15/08/2014

Creepypasta dos Fãs: A criança do quarto da frente

Crianças são bonitinhas e gentis, quando fazem algo errado ninguém acha que foi elas. Mas agora eu tenho certeza do que elas são capazes

1ª noite.

Eu, meus pais e meus irmãos fomos para um hotel luxuoso para passar uma semana. O hotel tinha muitos artigos de luxo e parecia coisa de rei. Pegamos nossa chave do quarto e subimos. Quarto 664. Subimos para o andar e estávamos abrindo a porta quando avistei uma menininha de 6 anos com vestido vermelho claro e cabelos cacheados, lacinhos, bordados. Ela tinha olhos azuis muito bonitos. A única coisa que acabava com sua beleza eram olheiras. As olheiras dela eram fundas e roxas, ela parecia cansada. Estava hospedada no quarto 666. Não liguei pra isso era só um quarto. O número nós assusta por natureza até ri com isso. Passei a primeira noite e juro que podia ouvir uma voz doce. Só que meus irmãos são mais velhos e eu tenho 14 anos. Então a voz doce só podia ser da minha mãe. Quando acordei olhei em volta vi uma pequena silhueta. Um relâmpago bate e vejo os olhos da menina. Ela diz "Oi Will" como ela sabia meu nome? Eu dei um pulo. Meus pais acordam e veem ela e perguntam "garotinha onde estão seus pais?" "Meu pai está no quarto da frente" "e sua mãe" "não tenho mãe" "desculpe perguntar" "eu não ligo" meus pais se assustam e abrem a porta do nosso quarto para saírem, depois a menina abre a porta do quarto dela e eles entram. Meus pais perguntam "cade seu pai?" "Ele deve ter saído na recepção. Ou foi falar com os amigos dele do outro quarto". Tudo bem eu posso ficar sozinha." Então meus pais voltam para nosso quarto e voltamos a dormir.

2ª noite

Voltamos de um parque de diversões cuja a menininha também estava lá. Porém sozinha. Fui deitar e percebi que o telefone do meu quarto ligou. Atendi e ninguém falou. Achei estranho mas realmente só queria dormir. Os olhos daquela menina estão na minha cabeça ainda. Como minha cabeça dói.

3ª noite

Estávamos prestes a dormir quando de repente a recepção liga "o senhor esqueceu seu celular na piscina" ótimo meu pai havia deixado o celular dele na piscina e eu que tinha que pegar. Fui até a piscina e do outro lado dela estava a menina. "Ola Will" novamente levei um susto. "Menina volte para seu quarto você está sozinha aqui!" "Não tenho medo." "Qual seu nome?" "Beatrice" "Então Beatrice.. Eu vou indo.." Ela ficou em silêncio me observando enquanto eu voltava para meu quarto. Fui dormir. Mas meu sono foi interrompido quando o rádio do meu quarto ligou sozinho. "Joey pare com isso!" Meu pai diz "não fui eu! Deve ter sido o Will!" "Eu não foi o Sean!" "Ata porque eu sou um pirralho que fica fazendo brincadeirinhas bobas" era ruim ser o mais novo todos te zoam. Meu pai então desligou e disse para ficarmos quietos. Voltei a dormir com medo.

4º Noite

Aquela menina continuava sozinha, estava com medo dela. Ela me dava medo e vivia no quarto 666 espero que ela vá embora antes de nós. Fui dormir com meus irmãos e a lâmpada do teto explodiu. Ligamos para a recepção, e a moça que atendeu perguntou "quem fez isso?" "Não sabemos aconteceu do nada!" "Devem pagar pela lâmpada!" Meu pai ficou furioso por ter que pagar o preço da lâmpada. Agora estamos com pouca iluminação.

5º Noite

A família do quarto 667 ficou louca. A mulher daquele quarto saiu correndo pelo correndo, seu filho estava vomitando muito e o pai havia se machucado seriamente. Não sabíamos o que aconteceu só sei que eu vi a menina no final do corredor apenas me encarando. Tranquei a porta do meu quarto e dormir junto com meu irmão, ele tinha 20 anos e disse para eu não ter medo.

6ª noite

Fui para a piscina e fiquei lá com meu irmão Joey de 16 ele realmente era legal. Me irritava muito mas ele era muito divertido. Foi pular do trampolim da piscina mas quando pulou o parafuso do trampolim se soltou e ele pisou nele furando seu pé e batendo a cabeça na borda ao cair. Chamei meu pai e ele foi direto ao hospital com Joey. Ele estava bem, mas vai ter que passar a noite lá, minha mãe vai ficar com ele e vou dormir só com meu pai e Sean. Na piscina pude ver Beatrice novamente nos observando. Nada aconteceu a noite, mas Joey havia se machucado seriamente na piscina

7ª noite

Finalmente iremos embora, depois de coisas estranhas terem acontecido, de 20:00 vamos sair do hotel. Naquele dia meu pai foi na recepção fazer o check-out enquanto eu e Sean conversávamos. Mas nessa hora a menina entrou no nosso quarto e nós não sabíamos como. Ela estava com as olheiras mais fundas ainda e Sean disse "olha Beatrice é melhor você.." Até que ela correu muito rápido e botou as mãos no pescoço de Sean e eu rapidamente a empurrei. Meu pai apareceu e perguntou o que estava acontecendo. Quando vimos ela pegou uma faca que estava em um bolso do seu vestido e rapidamente correu em direção do meu pai. Ela o matou. Eu comecei a chorar desesperado, como ela seria capaz disso? A porta do meu quarto se abriu rápido sozinha com força batendo na parede. De repente Sean começou a sentir dores no corpo que ele dizia que não podia aguentar, ele começou a vomitar muito e seu vomito vinha com sangue, eu não sabia o que fazer mas de repente senti algo pegar meu pescoço algo invisível e apertava muito senti, meus órgãos explodindo dentro de mim. E cai no chão. Sean morreu quando começou a ficar roxo. E eu estava caído quando Beatrice se aproximou e disse "Esse é meu pai. Seu nome é..."


Autor: eloahdantas

Abduções

Sou um hipnotizador e essa é a minha história.

...

Eu sou de uma cidade onde milhares de maníacos por OVNIs vivem. Eu tenho que hipnotizar pessoas para saber se realmente foram abduzidas por alienígenas. Todos eles acham que foram, mas eu não acredito nessa besteira.

Mas aquele dia foi diferente. Ele veio para mim implorando para ser hipnotizado. Então eu o hipnotizei. De qualquer forma, esse era o meu trabalho. Fiz todas as perguntas tradicionais.

“Como a criatura se parecia?”

“Um homem amarelo com orelhas pontudas e um nariz grande.”

“Como ele o levou para a nave?”

“Ele não levou”

“Como ele te pegou?”

“Com um pêndulo e uma música.”

“Para onde ele levou você?”

“Eu fui com ele à sua caverna para ficar lá. A música dizia que teríamos muita diversão. Livre para se divertir e livre para brincar.”

“O que aconteceu na caverna?”

“Disse que eu não poderia ir embora. Disse que assombraria os sonhos da minha família. Disse para não me contorcer. Me amarrou. Tentou me fazer dormir. Disse que eu não fui inteligente."

“Como você escapou se estava amarrado?”

“Ele me ajudou.”

“A criatura?”

“O bicho-papão. Consegui sair por baixo da minha cama.”

Ele começou a chorar. Eu o acordei, e ele saiu correndo quando falei com ele. Ele disse algo como “Não... hypno...”

Eu pesquisei no Google “Hypno.”

É um Pokémon que se encaixa perfeitamente com a descrição da criatura.

Porém, a coisa mais estranha, eu pensei, por que o “Bicho-papão” o ajudaria?

Parecia uma história muito confusa, vinda de um sujeito muito louco.

...

Agora estou embaixo da minha coberta, escondido. Ouvi uma voz terrível embaixo da minha cama dizer “Você nunca deveria ter descoberto.” Estou escrevendo isso como um aviso. NÃO tente descobrir. Não tente procurar um sentido para essa história. A coisa irá leva-lo. Ele vai abduzir você como o Hypno. Eu descobri uma explicação lógica perfeita para o porquê de o monstro ter ajudado o garoto. Decifrei o enigma dessa história. Mas não vou contar.

Não colocaria todos vocês em perigo.

14/08/2014

Pedras

Nas florestas, sempre há algumas pedras, que nada cresce sobre elas, a grama continua curta ao seu redor, e os pássaros não cantam ou voam sobre elas. Mesmo que as árvores estejam afastadas, o sol não brilha sobre elas, e assim, elas permanecem sempre frias como gelo, Durante a noite você pode ver a névoa esquivar-se delas e passarem pela grama ao redor.


Eu era muito jovem, e durante uma celebração do Halloween, eu e uma amiga tivemos a ideia de sentarmos próximas a algumas pedras que havia na floresta e ficarmos a observar a floresta até o anoitecer, apenas para sentir um medo bobo. Eu contei para a minha avó sobre o que pensávamos em fazer, e ela ficou completamente pálida, disse para ficarmos dentro de casa e brincarmos com as maçãs, assim como as outras crianças, e ela também contou ao meu pai, então ele decidiu me impedir de sair à noite. Quanto à minha amiga, ela resolveu ir sem mim, já que foi esperta o suficiente ao não contar para a própria avó sobre o que planejava fazer.

Naquela mesma noite eu acordei ouvindo algo bater na janela, pensei que era apenas os galhos de uma árvore, já que eu e a minha irmã dormíamos no segundo andar,  percebi que ela também estava acordada, e estava pálida demais, tremendo e olhando para a janela. Olhei para a janela e vi o rosto da minha amiga do outro lado. Mas o rosto dela parecia tão estranho. Parecia molhado e dobrado em algumas partes, e mesmo que a boca estivesse se movendo, não produzia som algum.

Mesmo que eu não pudesse ouvi-la, eu sabia o que ela queria, ela queria que eu abrisse a janela. Eu não era tola, e muito menos a minha irmã, mas também não éramos corajosas o suficiente, então ficamos paralisadas enquanto a minha amiga ficava mais e mais agitada, seu rosto tornando-se mais e mais dobrado até que ficou completamente distorcido como o rosto de um demônio, seus olhos se arregalaram e seus lábios se afastaram para mostrar os dentes, então ela sumiu, tão rápido quanto apareceu.

Meu pai entrou no quarto e perguntou o que estava acontecendo, pensando que eu estivesse forçando a janela para fugir. Contamos para ele o que vimos e ele apenas deu uma boa gargalhada. Quando contamos para a minha avó no dia seguinte, ela me explicou: “Aquelas pedras, são utilizadas como ponto de encontro para os mortos. Não apenas os bons mortos, mas também as coisas que não são humanas. Coisas mortas que nunca conseguem uma chance para viver, tão corrompidas, que nenhum corpo consegue carrega-los por muito tempo, então são forçados a viver naquelas pedras, e aposto que ainda hoje encontrarão o corpo da sua amiga, mole como um saco, junto daquelas pedras.”


E foi realmente junto das pedras que encontraram o corpo da minha amiga, tão retorcido e frágil quanto um galho podre.

É por isso que não devemos nos aproximar dessas pedras.

13/08/2014

Creepypasta dos Fãs: Casarão

Mais um dia como qualquer outro. Acordar depois das 15H, dar uma mijada, voltar para o quarto sem escovar os dentes para não estragar o gosto do whisky. Puxar a gaveta viciada e servir-me de mais uma dose. Abrir o notebook e fazer uma nova aposta.

               A fumaça de meu primeiro cigarro do dia empesteava o quarto de uma maneira densa, fazendo com que meus olhos se apertassem ainda mais. O sol aquecia o recinto razoavelmente bem, deixando a cama aconchegante, mas com desejos de me expulsar do local devido à claridade. 

               Não preciso de um emprego, não preciso de uma faculdade, não preciso de dinheiro. O que mais poderia desejar uma jovem de 22 anos com 6 milhões na conta? Ainda que viciada em apostas e que tivesse dinheiro o suficiente para arcar com minha carreira de nadadora sem necessitar de patrocinadores, tudo isso foi arrancado de mim.

               Acontece que minha família, pai , mãe , duas irmãs e quatro sobrinhos fizeram uma viagem (após anos e anos de planejamento) para se encontrarem com parentes que há muito tempo não viam, apresentar os novos e pequeninos integrantes da família. Fui a única que ficou para trás, devido ao compromisso com meu emprego. Funcionária com apenas 2 meses de casa, impossível pedir férias adiantadas, o período de experiência não havia nem chegado ao fim...

               O pior aconteceu! Devido a uma promoção de passagens aéreas na internet minha família pagou com a vida. Foi provado que sem o conhecimento do piloto, o avião usado apresentava um “leve” defeito no trem de pouso e a companhia estava ciente dos riscos. Ainda assim decidiram colocar a aeronave a disposição. Um Boeing 777 com 333 passageiros (não estava em sua capacidade total) nem chegou a decolar, o aeroporto se encontra a beira mar, os passageiros do Voo 111 morreram todos afogados. E o que mais me tortura foi ter recebido uma mensagem ilegível de uma de minhas irmãs justo nessa hora.
Hoje gozo desta indenização.

               Então entendam que não há empolgação em gastar este dinheiro não há motivação ou prazer... Existe apenas... Um vazio...

               Obviamente perdi meu namorado e minhas amigas devido a minha conduta, cheguei a um patamar que era incapaz de SENTIR qualquer coisa, raiva, medo, apreço, felicidade, tristeza... Eu apenas... Existia... E nada mais! Pode parecer angustiante, mas na realidade, não se parecia com nada, pois eu era um “nada”.

               Algo me veio a mente, talvez sugestão de alguma de minhas amigas ou simplesmente reapareceu na superfície, pois meu sonho sempre foi rodar o mundo. Queria conhecer lugares, culturas e costumes, o desafio sempre fora conhecer o máximo que eu pudesse para satisfação própria. Hoje o desafio é simplesmente “sentir algo” em qualquer lugar do planeta.

               E indo para o Brasil tudo mudou...

               Em um hotel no litoral (um dos mais caros) conheci um empresário poliglota. Sinistramente singular este camarada. Que conheceu minha história e após alguns drinks chamados “caipirinhas” me ofereceu uma oportunidade “única”. Disse que: “Se isto não lhe comover, se isto não lhe emocionar, não te transformar, NADA mais irá. Te devolverei o dinheiro e nunca mais nos falaremos”.

               Era o 9º país que eu visitara e estava prestes a desistir, pois nenhum dos outros oito me despertara qualquer tipo de sentimento.

               Apenas topei, já não existia uma única alma neste planeta da qual eu decepcionaria ou teria de me explicar... Sem problemas, retornei ao meu quarto, me vesti apropriadamente e me certifiquei de que meu cantil estava cheio de whisky antes de trancar a porta conferi na internet alguns resultados de apostas que havia feito. 

               O Casarão era escuro e sugestivo. Não fazia ideia do que ocorreria ali, apenas segui o fluxo. Olhando por fora era abandonado, quase que caindo aos pedaços. Na minha concepção apenas não foi vandalizado pois havia um firme sistema de segurança guardando o local.

               Havia abandonado qualquer tipo de esperança antes de entrar. Homens de terno e óculos escuros se enfileiravam no hall de maneira que nos guiava para um elevador de aparência antiga. O hall do Casarão era simples, havia um tapete vinho que ia da entrada até o pé das escadas que levavam ao segundo andar, uma escrivaninha com uma máquina de escrever, uma porta dupla à esquerda e à direita duas outras portas. Já o elevador ficava nas costas da escada que descemos sem que nenhum botão fosse apertado, o que me pareceu uns quatro andares em direção ao subterrâneo.

 O empresário se virou para mim e perguntou: - “Assuntos globais”, “Apostas em geral”, “Prazer carnal”, “Expansão Mental” ou “Desespero Único”? Escolha apenas um, ou todos, seja bem-vinda! Existem outras quatro opções, que não veem ao caso, pois esta é sua primeira vez aqui no Casarão.

                Fiquei tentada a escolher “apostas” ou “expansão”.  Mas como estava buscando algo que me causasse algum tipo de sentimento, decidi sair do meu script e respondi: - “Desespero único” apenas.

               Suas sobrancelhas se arcaram quase até o topo de sua cabeça expressando surpresa e proclamou: - Terceira à esquerda, final do corredor.

               Segui as regras, não era nada espetacular, porém o sentimento de CURIOSIDADE e CAUTELA foi despertado em mim, após tantos meses no vazio. Vasculhei pelo cantil de whisky no bolso interno de minha jaqueta de couro, o achei e o tomei, deixando pouco mais que a metade.

               O local quase não possuía luz, conseguia sentir o cheiro de lodo, umidade infiltrada por dentre tijolos criando um clima frio e um tanto quanto hostil.

               Sentei-me no banco junto a um senhor, CÔMICO, terceiro sentimento despertado. Trajava um smoking e uma cartola, nada chamativos a não ser seu bigode meticulosamente aparado.

               Disse ter me reconhecido do hotel, havia me visto no dia anterior e após alguns minutos de conversa fiada e um leve desabafo (perdeu sua esposa em um acidente de carro a 5 anos e 5 meses atrás) me confidenciou que apenas recebi este convite pois sabiam exatamente quem eu era, pois havia usado meu cartão no hotel e a partir daí sabiam de toda minha história e trajetória, devido aos meus dados.  Decidi CONFIAR neste homem! ”Oh senhor este lugar é mágico, é o meu quarto sentimento após toda essa merda sem sentido” pensei comigo.

               Antes de se levantar acendeu meu cigarro com seu isqueiro personalizado e foi em direção a uma porta de metal, sem se virar disse: “Apenas aqueles que viram o inferno e possuem dinheiro suficiente chegam a este lugar... A este santuário! O intuito do jogo é nos deixar mais fortes simplesmente dominando tudo aquilo que nos detém” E apontou com a mão direita a porta vizinha, indicando que eu deveria adentra-la.

               Estava terminando meu cigarro e o observei entrar, após alguns minutos na companhia da nicotina jurava ter ouvido derrapadas de carro vindo de sua porta trancada, me deixando realmente CONFUSA.
               Acabei de fumar, dei mais uma golada de meu querido cantil e segui até minha porta.

               A sala estava completamente escura, alguém me puxou e forçou-me a sentar. Amarrou as minhas mãos e pernas a cadeira. De repente um clarão me cegou, com as luzes se acendendo, um aparelho foi usado para que as minhas pálpebras ficassem abertas, creio eu que pareciam garras de metal envoltas em silicone. E um telão foi ligado, como se fosse um cinema, mas sem meu namorado para me beijar, sem pipoca ou público.

               Pessoas reais em situações reais estavam se afogando.

               O CALAFRIO me tomou por inteira.

               Todos eles lutaram inutilmente por suas vidas:

                Um rapaz filmado por uma câmera debaixo d’água em uma piscina tinha seus olhos arregalados de maneira desesperadora, arranhava a garganta como se todo aquele líquido o queimasse.

                Um pescador se acidentou com sua rede de pesca envolta a corda do que parecia estar ligada a uma espécie de âncora. Até conseguiu um pouco de ar enquanto se debatia e conseguia colocar um pouco de sua face para fora do rio buscando oxigênio. Fazendo com que sua luta durasse ainda mais.

               Uma adolescente flagrada em um canto de uma sala durante uma festa, completamente embriagada e provavelmente drogada, tentava virar o corpo para vomitar, sem sucesso engasgava-se com o próprio regurgito não expelido de completo. Suas pernas espasmavam até o fim de sua miserável existência.

               Além de ter me mijado inteira e estar chorando descontroladamente, senti que a sala estava sendo inundada. Não conseguia olhar devidamente para baixo, o aparelho utilizado para fixação de minha face me impedia. A água estava na altura da minha cintura. A CULPA passou a me consumir, senti-me culpada por ter agido de maneira que vim agindo ultimamente. Comecei a gritar calorosamente por CLEMÊNCIA.

               Para que eu fosse arrasada de vez, completamente fragmentada, juntamente com mais litros de água eis que a seguinte cena surge:

               Uma bebê recém-nascida em seu primeiro banho, estava se afogando na banheira, seus bracinhos curtos emergiam e submergiam o tempo inteiro. Não havia piedade. Quem filmou tal cena, com certeza não teve piedade ao assistir tamanha atrocidade.

               E após outros tantos vídeos a água estava cobrindo completamente meus seios.

               Em determinado momento a CALMA, me dominou, a sensação era de que eu havia passado horas e horas apenas calma. Como quem havia de fato aceitado o seu destino, sem mais nem menos. Não passei por autocomiseração nem nada parecido. Apenas deixei que a tranquilidade fluísse pelas minhas veias e meu corpo que tremia de frio.

               Foi então que entrei em estado de CHOQUE.

               Toda a minha tranquilidade, minha paz e aceitação que de fato viria a morrer foram sugadas de mim. Como de maneira orgulhosa o telão apresentava tal título:

               “Caixa-Preta do Voo 111”

               Estas simples palavras me atordoaram...

               A acústica da sala magicamente se tornou algo tão real, que jamais acreditaria que tal tecnologia pudesse existir ainda que daqui décadas. Era tão real que me senti parte do Voo 111 dentro daquele maldito Boeing 777, mais uma tripulante.

               Pude ver e ouvir as pessoas rezando e gritando por suas vidas quando o trem de pouso falhou em alta velocidade fazendo com que o avião simplesmente fosse deslizando em direção ao mar.

               Ah! E obviamente, minha família era o foco principal de uma das câmeras. Os vi se abraçando como podiam, minha irmã mais velha parecia ter sacado seu celular para fazer algo, os cintos não se soltavam, nem puderam lutar por suas vidas, não tiveram sequer uma chance. Achei que morreria de ataque cardíaco ou de um AVC, até queria que tivesse acontecido desta maneira.

               Um vulcão emocional entrou em erupção dentro do meu ser! De maneira quente, viva e alucinadamente devastadora! Recobrei todos os sentimentos possíveis, todos ambíguos, enraivecidos, entristecidos, saudosos, culposos, arrependidos, melancólicos, penosos... 

Ver a extinção precoce de minha própria família foi um “Desespero Único” a água havia alcançado as minhas vias respiratórias deixando apenas meus olhos de fora da inundação.
 
Naquele momento singular, estava perdendo a consciência ao mesmo tempo em que compartilhava o destino de meus entes. Fui isolada para algum canto oculto e escuro da minha mente, sentia-me LIBERTA por finalmente ter a oportunidade de me encontrar com todos eles provendo a sensação de que estava junto com todos a palmos de distancia, como se estivesse me despedindo e partindo com meus queridos. Para algumas pessoas pode ser que isto não importe muito, mas... A dádiva de poder dizer “adeus” significava mais que a essência de toda minha personalidade. Cerrei meus olhos.

               Um soco irrompeu da escuridão diretamente em meu tórax; quando dei por mim estava de quatro no corredor expelindo água de minhas narinas e garganta. Inspirei o oxigênio tão alto que pareceu um grito de dor, o ritmo das arfadas só não eram mais rápidas e maiores que minha frequência cardíaca.

               O empresário fez com que eu me sentasse no banco e deixou com que eu recuperasse totalmente o meu fôlego e discernimento! Deixou também com que eu chorasse e gritasse histericamente até que absorvesse o impacto e seus danos consequentes.

               O senhor cômico de cartola me estendeu um cigarro aceso (agora muito mais confiante e cheio de si) enquanto era sorvida de whisky pelo anfitrião, do qual tomei vagarosamente com medo do afogamento.
               - E então minha jovem, foi capaz de sentir? Algo mudou? – Disse o empresário.

               Não respondi. Mas de fato tudo havia mudado, acordei para o que chamo de “resto da minha vida” ou “verdadeira vida”, agora que possuo claro entendimento e domínio sob todas as emoções possíveis para um ser humano, gosto de crer até que passei pela “Expansão Mental” automaticamente. 

               Fui informada de que estava sendo filmada e ao mesmo tempo participava do jogo de algumas pessoas nas “Apostas em geral”. E uma senhora que apostava (uma mulher de negócios dona de uma pequena porção de ilhas no oriente) me indicou aos organizadores do Casarão para que futuramente tivesse um envolvimento maior com o jogo. Devido a minha força e coragem por ter escolhido deliberadamente a situação do “Desespero Único”. Mal sabe a mesma que não fui informada de praticamente nada quanto as regras, ou fui e deixei passar devido a minha apatia e influência alcóolica. 

               “Foram os 200 mil mais bem gastos até o momento”, pensei.

               Em suma encontrei minha verdadeira vocação, renasci para o mundo, a despeito de todas as adversidades e condições da qual fui limitada.

               A única questão que paira minha mente é: devo participar passivamente, enfrentando, crescendo e me divertindo com todas as possibilidades e aspectos do jogo passando pelas situações que ainda não enfrentei ou ativamente, como entendedora e mestra do jogo? Sendo na “captura” de clientes e na exploração da vida dos mesmos!

Sem dúvida este é o ápice, minha maior aposta!!!

Autor: Thiago Luiz Frank