02/09/2014

Creepypasta dos Fãs: Meu Segredo

Era uma noite animada, eram férias e eu e meus amigos estávamos saindo quase todas a noites para ir em baladas, essa noite em especial eu estava mais animado então quando meus amigos resolveram ir embora eu quis ficar mais e me esqueci que tinha que ter pego carona com eles.

Então quando a festa acabo e percebi que perdi minha carona percebi a merda que fiz, eu havia gastado todo meu dinheiro na festa, não tinha dinheiro para um taxi e por um azar muito grande meu celular tinha acabado a bateria também, fiquei com raiva mais o jeito era volta a pé.

Era muito tarde da noite era perigoso andar sozinho não havia movimento direito nas ruas, então era muito provável que se eu não chegasse logo em casa podia ser assaltado mais não sabia que o que me esperava era muito pior que isso. Resolvi pegar um atalho para chegar em casa mais rápido, mas esse atalho era uma rua deserta e muito mais muito escura, uma escuridão meio que sobrenatural e , mais meu maior medo não era por causa disso mais sim pela historia daquela rua.

Dizem que naquela rua já viveu uma mulher e ela frequentemente era violentada pelo seu marido, dizem que certa tarde da noite ela não aguentou mais seu marido tinha passado dos limites e a bateu tanto que a matou. Seu marido foi condenado mais depois de alguns dias morreu, seu corpo foi encontrado violentado de uma forma anormal, a causa da morte é desconhecida mais dizem que é o espírito da sua mulher que causou aquilo...

Enfim eu tinha que chegar em casa não custava nada arriscar, quando entrei na rua a escuridão me engoliu, e um forte vento veio. Continuei andando e dessa vez veio outro vento forte mais essa por algum motivo foi diferente e me deu tanto medo que fiquei paralisado, e tive a leve sensação de que tinha alguém atrás de mim.

Quando me virei desejei nunca ter passado pela aquela rua, vi uma mulher em pé com o corpo todo machucado e roupas rasgadas, mas o que me deixou paralisado foi seu olhar vazio e penetrante ela começou a anda em minha direção então eu corri, corri como se fosse o fim do mundo e não parei ate chegar na rua de minha casa. Quando cheguei na porta de casa olhei pra tras e não vi ela mais.
Então entrei em casa e fui durmi desejando que aquilo que eu vi fosse apenas minha mente me pregando uma peça. Mais quando acordei no outro dia percebi que não era apenas minha mente pois na minha parede estava escrito a seguinte frase:

“Sua punição chegará em breve até lá boa sorte”

Me arrepiei todo, mas que droga de punição é essa pensei. Com muito medo daquilo lembrei que certa vez vi um anuncio do catalogo de um cara estranho que dizia ajudar em casos paranormais, me lembro de ter achado o anuncio ridículo mais acho que agora ele não é tão ridículo mais então procurei esse cara.
Ele morava em uma pequena casa e por sorte era perto da minha casa então logo eu o chamei. Contei a ele tudo que havia acontecido então começamos um breve dialogo:

-Esse é um espirito furioso, todo espirito furioso teve uma morte violenta o que os torna espíritos maus ou vingativos mais no caso desse seria um espiríto vingativo.

-Então quer dizer que ele quer me matar sem eu ter feito nada a ela?

-Na verdade não necessariamente com ela mais sim uma coisa ruim com alguma pessoa.

Nessa hora eu me congelei e lembrei daquilo, aquilo que eu achei que já estava no fim, aquilo que me causou dor e me fez deixar de durmi muitas noites, aquilo que eu carrego comigo ate hoje... Ela sabe, ela sabe o que eu fiz... ELA SABE QUE EU A MATEI, mas foi sem querer eu não sabia que a estava machucando tanto nunca desejei aquilo ter acontecido me arrependo a cada dia disso...

Eu muito assustado mandei o cara embora o mais rápido possível e comecei a chorar, chorar de medo eu estou condenado ela sabe o que eu fiz e agora ela quer vingar a morte de minha... mulher.

Já está noite eu posso vê-la me observando com aquele olhar vazio meu fim está próximo, me arrependo amargamente do que eu fiz...




O corpo de Willian foi encontrado morto violentamente de um jeito anormal, ninguém sabe a causa da morte e junto dele foi encontrado esse documento, mas sinceramente... ele devia ser um louco.

Autor: Paulo Magnun

Creepypasta dos Fãs: Nunca Gostei de Cachorros

Não escreverei isso para assustar ninguém, isso foi apenas um pequeno fato que aconteceu comigo. Uma de algumas coisas que aconteceu comigo que não posso explicar. Por coincidência estava assistindo um filme de terror e desse gênero posso contar nos dedos quantos vi. Nunca vi os filmes que todo mundo viu, nunca vi A Casa de Cera. Sim. Chocante. Nunca vi O Grito. Nenhum do Chuck, nem mesmo o Exorcista.

Ultimamente vi uns fracos como Do Além, e anos atrás vi Christine com meu pai, creio que tenha sido meu primeiro filme do gênero. A verdade é que sou medrosa e só vi por que ele estava comigo.
Por isso que quando tento ver um filme de terror sozinha agora, pego meu gato e prendo no meu colo mesmo que ele não queira. Acho que ter alguém do meu lado me acalma. O estranho e que mesmo antes lia numa boa livros, creepys e contos de terror, mas filmes não, mesmo morrendo de vontade de ver todos os filmes inspirados nos livros do Stephen King que ainda pretendo ler todos. Mas ano retrasado eu lia livros de terror, mas não via filmes, ainda não tinha um também um gato, mas tinha a Julie, que exala um odor terrível, mesmo tomando banho toda semana. Minha mãe acha que é porque ela é velha. Suas unhas são grandes e quando ela anda, ouço o barulho do contato no azulejo. Por isso sempre sei quando ela está dentro de casa. No dia que fui ver Caso 39, um filme considerado fraquinho e antes de começar o filme, que ia passar acredito que na Fox, pesquisei e no Yahoo já tinha perguntas de dois anos atrás como “Caso 39 dá medo? É muito assustador?” e como resposta tinha coisas como “Só quando os pais da garota a colocam no forno” achei que seria fácil assistir sozinha. E tinha ficado aliviada ao ver que eu não era a única medrosa.

Julie tentou pular em mim, eu estava no quarto dos meus pais e não deixei ela subir na cama, então Julie tentou se esconder debaixo da cama, e ela é do tipo que se abaixa quando brigamos e faz uma cara fofa, seus olhos são castanhos brilhantes. E são bonitos. Gentis. A única parte bonita que ela tem, seu pelo é branco e tem manchas pretas. Nunca gostei de cachorros, mas meus três gatos foram envenenados e a minha mãe acolheu a Julie. Uma cadela feia, velha e fedorenta, mas bondosa e muito educada. O filme logo ia começar e eu não queria ter que assistir pela internet. Minha internet era de modem e não queria gastar tudo antes do ciclo terminar. Julie é muito carinhosa e gosta de lamber os dedos dos meus pés.

Normalmente eu gostaria da companhia dela para ver um filme de terror já que não tinha mais nenhum gato. Mas nesse dia ela estava fedendo demais. Preguiçosa como sou não fui dar banho. Minha mãe sempre dá. Logo a coloquei lá fora no quintal. E voltei para dentro de casa. No meio do filme a Julie entrou no quarto escutei alguns barulhos debaixo da cama, achei que a Julie estava se coçando, parecia com isso, ela também se debateu debaixo da cama, não sei como explicar exatamente, mas era como se ela tivesse se levantado e batido a cabeça nas madeirinhas que seguram o colchão. Falei para ela parar de fazer bagunça. Batia na beirada da cama de vez em quando para ela parar de se coçar. Mas fiquei entretida e logo voltei a ver o filme. Já estava no final do filme e para minha surpresa não me assustei em quase nada. Quando o carro da assistente social estava no lago ou rio e a garotinha do filme estava se afogando fiquei um pouquinho assustada, em minha opinião a parte mais tensa e pra piorar a Julie começou a se coçar novamente me irritando. Então me toquei que tinha fechado a porta. Com a Julie pra fora. Não tinha como ela ter entrado em casa. Não consegui olhar debaixo da cama.

Esperei o filme acabar ignorando o que podia estar ali debaixo da cama. Troquei de canal apenas para ter algum som na casa. Fui direto para a cozinha e na verdade não lembro se corri ou se fingi que nada estava acontecendo, só sei que fui para a porta que dá para o quintal. Abri e a Julie estava lá fora tomando o sol das três, ela olhou para mim com aqueles olhos castanhos. A única coisa bonita que ela tem com rabo balançando. Lembro-me de me encostar à beirada da porta e ficar olhando pra ela e ela pra mim como se eu fosse sua pessoa favorita no mundo.

Autor: Camila Morais

01/09/2014

Creeper da Semana: Tiago Sá


Idade: 13 anos

Estado: Portugal

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Bem, eu conheci o blog pelo google msm né? xDD

Bem, tenho algum medo de Creepy, tenho medo de ser parte de alguma delas (impossível, não?)!
Mas, bem, é NOIS kkkkkk

Abraço!

(Creeper de Semana - 01/09/2014 à 07/09/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

31/08/2014

Toque de novo

O que quer que seja, aquilo gosta de música. Especialmente de música tocada no piano.

Eram umas duas da manhã quando tudo aconteceu. Eu estava ouvindo música e vasculhando a internet atrás de algo interessante. Já estava ficando cansado e pensando em ir dormir quando encontrei um vídeo interessante: "A música mais fácil de se tocar no piano! Aprenda essa noite mesmo!"

Não sou um bom pianista, mas eu venho tentando aprender, especialmente desde que herdei o piano de parede de minha avó. Foi feito em 1928, mas ainda está em perfeitas condições. Decidi assistir o vídeo, para descobrir se a música realmente era tão fácil de aprender.

A câmera filmava as teclas centrais do piano, e mãos brancas e idosas tocavam as notas. A música era simples, mas havia algo a respeito dela que era... estranho. Um tanto desconcertante, talvez. Mas eu gostei.

Memorizei os acordes e as notas, levantei do computador, e fui para a sala. O corredor estava completamente escuro, com exceção da pequena luz noturna que estava numa das paredes. Era uma débil, fraca luz amarela, e tremia como uma vela. Andei pelo corredor, tateando a parede em busca do interruptor que estava ali... em algum lugar.

Click. Achei.

O corredor foi inundado pela luz, mas eu não estava muito tranquilo. Parecia que eu tinha visto alguma coisa. Algo... pequeno. E branco, talvez. Não como um espírito ou fantasma, nem como uma pessoa, mas era pequeno e... provavelmente apenas minha imaginação brincando comigo por conta da luz.

Cheguei até o piano na sala. Ela, também, estava escura. Nosso teto nunca era visível na escuridão, mas agora estava muito mais escuro. Aquela espécie de escuridão que você pode sentir.

Liguei a lâmpada que ficava acima do piano, abri o teclado, e toquei algumas escalas para praticar. Enquanto tocava, eu pisei nos pedais, criando um eco que quase soava como... uma respiração. Inspire... Expire... Inspire... Expire...

Parei de tocar e escutei. Nada além de silêncio.

Comecei a tocar. As teclas se moviam facilmente. Eu me lembrava perfeitamente da música. Era bem simples. Na verdade, alguém poderia tocá-la por acidente sem nem mesmo se dar conta de que havia tocado uma música.

Após tocar a música inteira, fechei o teclado, satisfeito.

E então, eu ouvi a música vindo do corredor.

Como isso podia estar acontecendo? Levantei e fui até meu quarto, pois parecia que era de lá que a música vinha. Meu computador estava passando o vídeo outra vez. Talvez ele tenha atualizado sozinho.

E então, a música começou outra vez. Dessa vez, vinha do piano. Na sala.

Eu congelei. Não conseguia me mover. Devagar, eu andei pelo corredor escuro... de volta para nossa enorme sala. O tempo todo, o piano continuava tocando aquela melodia arrepiante.

Eu cheguei até um canto onde eu sabia que poderia ver o piano. Engoli meu medo e olhei na direção dele.

A música parou, e não havia nada que eu pudesse ver. Não imediatamente, ao menos.

Olhando com mais atenção, eu vi algo branco... uma pequena, quase do tamanho de uma criança... criatura. Num dos cantos... sorrindo pra mim.

E então, aquilo sussurrou pra mim, em uma voz quieta, infernal.

"Toque de novo..."

30/08/2014

Tailândia - Uma suposta história real

 Essa história foi postada no 4chan por um usuário anônimo, no dia 26 de maio de 2009
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Olá pessoal, tenho uma ótima história que deve interessar vocês.

Quando cheguei ao ensino médio, fui cursa-lo em uma escolar em Hong Kong. Para o passeio anual da escola, fomos para a Tailândia, em uma pequena área rural reservada para acampamentos, com um prédio cheio de dormitórios. Todos os anos a escola reservava aquela área, devido a sua localização próxima aos locais perfeitos para os passeios planejados. Porém, os estudantes mais velhos sempre falavam que o dormitório 4-D era assombrado. E como tenho tanta sorte, acabei ficando no dormitório 4-D com outros sete colegas.

Quando chegamos, no primeiro dia, tudo parecia perfeito. Fizemos caminhadas, escaladas, e todas as coisas típicas de acampamentos. Durante o nosso período de descanso, eu já estava exausto. Não sou muito fã de atividades físicas, então decidi voltar para o meu quarto e terminar de ler meus livros do Harry Potter, quando de repente, em minha visão periférica, pude jurar que vi alguém espiando pela janela do quarto, e assim que me virei para olhar melhor, a pessoa já tinha desaparecido. No entanto, os arbustos embaixo da janela ainda estavam balançando, como se a pessoa que estava ali tivesse acabado de sair correndo.

Decidi ignorar isso, achando que fosse apenas alguém muito curioso, e voltei para continuar lendo meus livros.

Depois do jantar, os alunos se separaram, e cada grupo seguiu para seu dormitório. [Veja a imagem ao lado antes de continuar]

Estávamos sentados na sala central, jogando cartas. Já estava muito tarde, eu diria que umas 11:00 PM, então já tinha passado do toque de recolher. Os professores checavam se os estudantes estavam em seus dormitórios, e as luzes se apagaram as 12:00. Decidimos continuar jogando cartas, porém, alguns minutos após as luzes se apagarem começamos a ouvir uma voz fraca – como a voz de uma criança, vindo do banheiro. Se você já tentou falar alto em um banheiro fechado, já deve ter percebido como a sua voz sai com um tipo de eco. Bom, a voz que estávamos ouvindo naquele momento tinha o mesmo efeito, e foi por isso que pensamos que vinha do banheiro. Decidi checar o banheiro, mas não havia nada por lá. Enquanto eu caminhava para a porta do banheiro, a voz já havia desaparecido antes que eu chegasse lá. Como estávamos em um grupo com oito pessoas, não ficamos muito preocupados.

Já que as luzes estavam apagadas, e também estávamos completamente cansados. Resolvemos nos recolher. E foi nesse momento que as coisas passaram a piorar.

Eram umas 12:45 quando ouvi um grito de susto vindo de outro quarto. Sai correndo do meu quarto com o Andrew, meu colega de quarto, e corremos para checar os quartos dos outros colegas de dormitório. Todos já estavam correndo de seus quartos ao mesmo tempo. Os caras do Quarto 2 pareciam bastante assustados. Perguntamos o que tinha acontecido, e Steve, um dos colegas do Quarto 2, disse que viu uma figura em um longo vestido vermelho, entrando rapidamente no quarto, enquanto ele tentava dormir. Obviamente que não vimos ninguém usando um vestido vermelho dentro do quarto. Steve era um cara grande, atlético. Na época ele tinha uns 1,87 de altura, ele sempre foi um cara durão que se dava muito bem nos esportes. Era muito estranho para ele se assustar com algo assim, então ficamos bem perturbados.

Faltavam poucos minutos para as 2:00, quando todos saímos assustados, correndo outra vez para a sala central. Parecia que havia algum tipo de risada maníaca vindo do corredor que ligava os dormitórios, e havia também um tinido como se alguém estivesse carregando algo metálico e jogando-o contra as paredes. O barulho parecia estar se aproximando da porta do nosso dormitório, ficando cada vez mais alto, até que parou de repente.

Naquela hora, já estávamos borrados de medo. Decidimos pegar os colchoes e lençóis para dormirmos todos juntos no meio do dormitório. Faltando pouco para as 4am que as coisa voltaram a piorar. No momento já estávamos quase dormindo, porém, conscientes o suficiente para ouvirmos umas estranhas batidas que pareciam vir do telhado. Era como se alguém estivesse andando no telhado, já que as batidas vinham de cima do meu quarto, seguindo para o segundo quarto, e descendo para o terceiro e quarto. Resolvemos sair para verificar se conseguíamos ver alguma coisa no telhado. Pegando nossas lanternas e celulares, saímos todos juntos.

Primeiro checamos o telhado. Nada. Rodeamos o lugar procurando por algo que alguém pudesse usar para subir no telhado. Encontramos um grande cano que descia ao lado da janela onde eu pensei ter visto alguém mais cedo. Mas o cano não oferecia tanta segurança para que alguém pudesse escala-lo. Porém, notei algo estranho. A janela onde pensei ter visto alguém estava bastante suja, com umas estranhas marcas que desciam em cinco linhas, como se alguém tivesse posto a mão ali e arrastado os dedos sujos para baixo. Outra coisa que notei, foi que o cano ao lado da janela tinha deixado o solo naquela parte, bem lamacento. Qualquer um que passasse por ali deixaria marcas na lama. O que me deixou intrigado, é que não percebi nenhuma outra marca além da que eu mesmo tinha deixando com meu sapato.

Decidimos voltar para nosso dormitório e contar para os professores sobre o que ouvimos, assim que encontrássemos com algum. Mas, assim que chegamos, vimos que todos os nossos lençóis que tínhamos deixando no centro da sala, tinham sido arrastados para o banheiro. Parecia que tinham sido arrastados até metade da entrada do banheiro, então a porta tinha se fechado deixando metade dos lençóis presos com uma parte para fora. Já estávamos tão assustados, que decidimos fazer turnos para que uns pudessem dormir enquanto outros vigiavam, já que tínhamos que passar o tempo até as 8 AM, quando poderíamos sair para o café. O que planejamos funcionou, e pelo resto da noite tudo ficou tranquilo.

Pela manhã, encontramos os professores na cantina, e contamos para eles sobre o que tinha acontecido. Os professores ouviram pacientes, percebendo, pela seriedade em nossos rostos, que não estávamos mentindo. Um dos professores, Senhor Benton, disse que ouviu algumas batidas fracas e passos vindos da direção do nosso dormitório.

Já a Senhora Westwood, disse que pensou ter visto, várias vezes durante a noite, alguém passando pela janela do quarto dela. Todos concordaram em partir para um local diferente, e mais tarde naquele dia, subimos no ônibus e seguimos para uma área diferente.

Antes de sair, Steve e eu fomos conversar com o guarda da área e falamos sobre os eventos ocorridos naquela noite. E o que ele nos contou, nos deixou assustados por muito tempo.

Ele disse que uma garotinha estava brincando pelo local, quando viu o cano que levava para o telhado. Ela escalou, e ao chegar ao telhado que estava bastante molhado, acabou escorregando, caiu e quebrou o pescoço. Ela caiu exatamente junto da janela onde eu pensei ter visto alguém me olhando. A mãe dela, uma das funcionárias do local naquela época, ficou tão aflita, que acabou enlouquecendo, e se trancou no banheiro, onde ficou por um dia inteiro, falando coisas incoerentes. Então as 3 AM naquela mesma noite, ela saiu correndo, rindo histericamente pelo corredor, subiu no telhado e pulou, se matando no processo.

Essa foi a primeira, e espero que a última vez, que fui para a Tailândia.

Creepypasta dos Fãs: Adam Rodrigues, 07/10/2034


Adam Rodrigues 
07/10/2034 


Isso aconteceu tem alguns dias, ainda estou tentando entender os fatos.

Eu estava em casa com uma amiga, nós estávamos jogando WOW como sempre, quando eu saí para pegar mais refrigerante. Não aconteceu nada de estranho enquanto eu descia até a cozinha, nenhum barulho, clarão, vulto, nem nada do que costuma acontecer em histórias de terror ou suspense.

Quando eu voltei ela continuava na mesma posição, de costas para porta, mas o jogo estava estranho, os jogadores mal se mexiam e parecia estar acontecendo algum tipo de bugg que repetia os movimentos.

Fiquei meio chateado porque levamos semanas para chegar àquele level. Deixei os copos na mesinha e me sentei na cama ao lado dela para ver o que estava acontecendo.

Quando ela se virou eu vi que não era mais minha amiga quem estava lá. Essa pessoa ainda parecia a minha amiga, mas eu sabia que não era ela do mesmo jeito que você saberia dizer que um estranho não é o seu pai, mesmo se ele usasse as mesmas roupas e penteado que seu pai usa todos os dias.

Eu fiquei olhando enquanto essa pessoa falava como se fosse a minha amiga, mas usando uma voz monocórdica esquisita, que nem parecia humana, perguntando algo sobre os refrigerantes.

Eu pergunte quem era ela e o que tinha feito com a minha amiga. Ela me olhou de forma estranha, como se eu que estivesse fora de lugar.

Eu dei alguns passos cambaleantes para trás enquanto ela me perguntava o que estava acontecendo. Eu não tinha o que responder simplesmente saí do quarto esperando que as coisas voltassem à alguma forma de normalidade quando eu voltasse.

Me enganei muito.

Quando me virei meus pais estavam no corredor, bem atrás de mim. E, se o rosto monótono que devia ser da minha amiga estava perturbador, o deles era bem pior.

Havia algo decididamente não humano naquilo. O rosto estava enrijecido e sulcado, com a pele craquelando ao redor da boca e das narinas, a mandíbula parecia solta. Mas os olhos eram o pior, as pupilas tinham se contraído de tal modo que não eram mais visíveis, e eles arregalavam as pálpebras para mim, como numa expressão de surpresa.

Perdi completamente o controle e fugi para fora de casa. Nenhum dos rostos que encontre na rua me trouxe algum alívio. Todos apresentavam algum grau de deturpação. Desde o carteiro passando de bicicleta ao vizinho, duas portas adiante, lavando a calçada. Nenhum deles, apesar disso, me fez mal. Se quer prestaram atenção em mim.

Aquelas coisas que se passavam por meus pais vieram atrás de mim, me perguntando alguma coisa que eu não conseguia entender. A última coisa que vi foi o corpo de minha amiga espreitando pela janela, então tudo ficou escuro.

Quando acordei, em minha cama, já estava anoitecendo. Achei que tudo tinha sido apenas um pesadelo, só podia ter sido. Exceto pelos copos de refrigerante que continuavam na cabeceira, intocados.

Logo que saí do quarto percebi que a casa estava vazia.

Precisava ter certeza do que era ou não um sonho. Fui até a casa à direita da minha, dos Pereira, um casal de velhinhos que nunca saia de casa. Era a escolha óbvia, mas nesse dia eles também não estavam. A casa estava toda apaga... Na verdade, toda a iluminação da rua vinha dos postes de luz.

Voltei para casa e tentei ligar para vários lugares. Comecei com os celulares dos pais, tentei a casa dos meus amigos, dos meus avós, e farmácia 24 horas que ficava no fim da rua. Nenhum número estava recebendo chamada.

Tentei o Skype e o Facebook, mas não tinha ninguém online. Todas as atualizações eram de pelo menos 6 horas atrás.

No fim acabei entrado no WOW procurando algum dos meus amigos. Travado.

Tentei manter a calma e tive sucesso por 3 segundos.

A TV! Claro!

Quando eu à liguei, a minha estava sintonizada na CNN e passava as mesmas matérias da semana passada. Olhei a programação, era a mesma coisa, amanhã e depois. Quebrei toda a tela de 42 polegadas com os chutes que dei.

No fim o medo e a angustia se transformaram em exaustão, e adormeci ali mesmo no sofá da sala.

Desde então as coisas não se modificaram. As ruas continuam vazias, os telefones mudos, a Tv e a internet estagnadas, mas eu ainda consigo acessar minhas contas normalmente.

Estou postando este texto em todos os lugares possíveis, na esperança de que mais alguém ainda possa lê-lo. Tenho medo de sair nas ruas à procura de alguém pois não sei o que posso encontrar.

Por favor, responda se estiver ai. Se tiver alguma notícia do que acontece, se puder explicar alguma coisa.

Vou enlouquecer se continuar sozinho.



Autor: Luisa Freire e Marina Ferreira

29/08/2014

[MALDIÇÕES E REAÇÕES] Shrek is Love, Shrek is Life 2 - A Volta do Ogro!

It's Not Ogre... It's Never Ogre... Se vocês acharam que já haviam visto bizarrices o suficiente na primeira parte, vou lhes dizer uma coisa, amiguinhos: Vocês ainda não viram NADA!

Confiram! Se gostarem, não se esqueçam daquele like maroto e comentem ai embaixo o que acharam \o/


Link para o vídeo:

28/08/2014

Creepypasta dos Fãs: Assovios


Sempre fui a única menina no meio de vários garotos, a maioria mais velho que eu, desde os 11 anos foi assim, mas isso nunca me afetou, pois eu sempre tive experiências frustrantes com amigas. Minha mãe nunca se importou, quem mais me incomodava era meu pai e minha avó, mas isso também não era de muita importância, até porque eu morei só com a minha mãe desde os 9 anos, quando meus pais se separaram. Há três anos e meio atrás me mudei para São Paulo, onde nasci e vivi a infância, que foi normal como muitos descreveriam. Meio ano depois de me mudar meu (atual) ex namorado veio morar comigo e com a minha mãe. Meu pai que o convidou após conhecê-lo, pois antes disso não era a favor da filha única de 15 anos namorar. Atualmente tenho 18 e o que aconteceu ainda me dá arrepios. O primeiro semestre morando com o namorado e com a mãe pareceu normal, tudo nos conformes. Ele, dois anos mais velho que eu, estudando e eu, idem. Nas férias de julho ele teve que voltar para a cidade natal onde eu morei por 6 anos para se alistar no exército. Pois, naquele ano, completava 18. Escrevendo agora, os minutos passam rápido, como se eu não percebesse meus dedos tocando as teclas desembestados a enfatizar meus antigos pesadelos. O alistamento dele se arrastou por três meses entre idas e vindas São Paulo/Caxias do Sul. Ele finalmente foi liberado, mas foi quando voltou definitivamente que meus sonhos começaram a se tornar intensos e eu sempre acordava com os pés suando frio e o estômago doendo por conta da gastrite forte.


Minha mãe é espírita e me conta histórias de quando era criança, cresceu em uma cidade menor que o meu bairro com um vasto repertório sombrio. Ela tinha medo de saci e sempre que tinha oportunidade, checava os cavalos do meu avô em busca de alguma trança na crina. Na segunda semana com o Victor (atual ex namorado) de volta, meus sonhos começaram a se tornar devaneios infantis da minha progenitora. Comecei a sonhar com sacis fazendo tranças em meus cabelos e uma risada profunda tocava meus tímpanos o mais fundo que podiam, eu podia até sentir o hálito de podridão que entrava pelas minhas narinas fazendo meu cérebro congelar. No começo pareceu inocente, nunca acreditei em sacis, aliás, sempre fui cética quanto à qualquer folclore, lenda ou conto pré escrito de internet.

Depois de muito tempo sem ter nenhum pesadelo ou sonho esquisito dormindo perfeitamente tranquila, eu estava certa de que eles não voltariam mais. Não mencionei anteriormente, mas Victor sempre foi ciumento e piegas, tanto que não podia chamá-lo pelo nome, qualquer apelido carinhoso, por mais irritante e grudento que fosse, estava bom pra ele. Naquela madrugada, minha insônia me pegou desprevenida. Fui deitar cedo, pois tinha ajudado meu pai na revisão do carro naquela tarde. O relógio já marcava mais de duas e meia da madrugada e eu me revirava de um lado pro outro da cama tentando achar uma posição que me deixasse confortável levando em conta o fato de que Victor tinha um sono profundo e não acordava com menos que três despertadores. Deitei a cabeça no peito dele e foi ouvindo o som das batidas de seu coração que eu adormeci... Mas não completamente. Pude ouvir junto de seus batimentos, passos vindo até mim. Não passos. Passo. Um sujeito com uma perna só que perseguia minha mãe (e agora eu) em seus medos estava vindo em minha direção. Tentei me mover lentamente e quando eu vi que estava na mesma posição, me desesperei e tentei um movimento brusco, foi quando meu corpo todo formigou e eu não pude gritar nem fazer nada além de respirar. Apertei os as pálpebras o mais forte que pude e pensei “se eu vir algo, ou se alguma coisa me tocar, eu enlouqueço”. Quando consegui soltar um único gemido agudo e quase indistinguível, me livrei do transe e dei um pulo na cama.

“Victor!”, gritei. Ele acordou assustado perguntando o que tinha acontecido e eu não pude responder. O fato de eu ter andado com meninos a minha vida toda, sempre me tornou durona e eu não me atreveria a desfazer a concepção que Victor tinha sobre mim contando que estava tendo pesadelos sobre saci. Então apenas sussurrei “nada, só pensei ter escutado alguma coisa”. Logo depois de cair sua ficha, ele voltou a dormir com a cara fechada por eu tê-lo chamado pelo nome.

Aquilo me irritou mais do que costumava, nunca fui de chamar de “amor” e afins, mas estava acostumada, só que dessa vez foi diferente, fui dormir com uma sensação de que eu tinha alguém do meu lado que não pensava nem vagamente em me proteger, me senti frágil e insegura. Voltei a dormir e acordei na manhã seguinte com a minha mãe dizendo que meu celular não parava de tocar. Fui até a tomada do outro lado do quarto onde meu celular estava carregando e vi cinco ligações perdidas, todas de números diferentes que não estavam salvos na minha lista. Tentei ligar para cada um deles várias vezes, mas a mensagem “esse número não existe” e a voz daquela mulher que na quinta tentativa eu já estava xingando de desgraçada pra baixo, não me deixaram muito satisfeita. Após a décima tentativa eu desisti, mas permaneci com o celular por perto o resto do dia. Nada aconteceu, ninguém ligou, nenhuma mensagem.

Decidi continuar meu dia normalmente, sem esperar que alguém me ligasse ou que alguma coisa fora do normal acontecesse, mas a curiosidade não era pouca, eu ainda queria saber quem era o autor daquelas ligações. Dei-me por vencida no final do dia e quando saí do banho, Victor estava sentado na minha cama com cara de poucos amigos me olhando desconfiado e eu sabia o que estava por vir antes dele ele abrir a boca e perguntar quem tinha me ligado tanto de tantos números diferentes e porque eu tentei retornar tão desesperadamente. Tinha experiência em contorná-lo, então só disse que eu também gostaria de saber, se ele quisesse vasculhar o resto do histórico pra ver se achava mais alguma ligação dos números, para ficar à vontade. Depois que ele procurou em todos os cantos do meu celular, entregou-o de volta pra mim e falou que ia se deitar. Foi ao banheiro escovar os dentes, voltou e se deitou direto. Ele nunca tinha me tratado com tanta frieza, mas eu não liguei e me deitei também. Acordei no meio da madrugada com os pés suando frio de novo, não pude me lembrar claramente do sonho dessa vez, mas eu sei que senti alguma coisa tocar meus cabelos. A cabeceira da minha cama fica embaixo da janela e, pela primeira vez, tive a sensação de estar sendo observada, mesmo morando no sétimo andar de um prédio.

Acordei no dia seguinte para ir à aula, desci para tomar café e minha mãe que estava concentrada demais na cafeteira não respondeu ao meu “bom dia”, só perguntou como eu tinha dormido e porque estava com olheiras. Disse que não consegui dormir porque estava com dor de estômago, ela me deu um remédio e depois que eu terminei de comer, coloquei meu prato na pia dei um beijo nela. Quando me virei para ir embora ela proferiu assustada “nossa, filha, não sabia que você sabia fazer tranças tão bem”. Senti um arrepio por toda minha coluna até o fim da nuca, passei a mão pelo meu cabelo e uma trança fina e apertada escorria até as pontas do cabelo. Disse um “obrigada” meio trêmula e gaguejando e nem me dei ao trabalho de dar tchau ao Victor.

Desfiz aquela trança com raiva e angústia no meu caminho pra escola e as cinco horas e meia pareceram rápidas, como se quisessem me tirar dali. Voltei pra casa, o dia foi normal, tudo como eu esperava que fosse até eu me deitar. Assim que meu corpo todo repousou sobre a cama, eu senti um vento frio como se fosse um sopro atrás da orelha, foi quando eu ouvi baixinho, fininho, quase inaudível... Um assovio. Assim, vindo do nada e cada vez mais alto e mais perto, percebi que o objetivo era não me deixar dormir. Virei para o lado na esperança de tampar os ouvidos, mas o barulho continuava, mais agudo, mais perto. Me pus sentada e, com todas as forças que eu consegui reunir, olhei pela janela. Nem sinal de coisas estranhas. Pensei que fosse só minha imaginação e decidi acender um cigarro. Um segundo depois de riscar o isqueiro, a chama se moveu rapidamente e apagou, como se alguém tivesse soprado, tentei mais uma vez e a mesma coisa aconteceu. Ouvi de longe um barulho familiar, se aproximando cada vez mais e percebi que os assovios já tinham cessado e, de repente, eu ouço uma risada pouco longe se tornar uma gargalhada alta e estridente. Me bateu a consciência e eu voltei para baixo dos cobertores. Nem sinal de Victor acordar. Eu me sentia observada, me sentia vigiada e já tinha desistido de acender meu cigarro quando eu senti um cheiro forte de fumaça. Não era do meu cigarro e nem do cigarro da minha mãe, Victor não fumava. Vinha da janela, uma fumaça escura, mal cheirosa, grossa, reuni o que restava das minhas forças novamente e olhei trêmula pela janela. Uma criatura preta se moveu rápido pelo quintal e eu não pude discernir se era um animal ou o que eu temia.

Decidi ir ao banheiro lavar o rosto e tentar me convencer de que tudo não passava de imaginação. Quando voltei, olhei o parapeito da janela e pegadas de um só pé com terra iam da janela e andavam em círculos pelo chão inteiro do meu quarto. Eu não sabia o que fazer, não pude correr nem gritar então, estática, senti alguém passar por mim numa velocidade tão grande que só pude sentir o vento dele passando, várias e várias vezes e a risada cada vez mais alta, o barulho dele pulando, o cheiro de fumaça, tudo aquilo estava me deixando louca e com vontade de chorar. É claro que eu sabia que era só roubar sua touca que ele ficava sob seu comando. Mas não tinha forças e o medo me consumiu até meu último nervo. Abri os braços na esperança dele esbarrar sem querer, pude sentir alguma coisa duas vezes, mas ele era mais rápido, passei a mão em meus cabelos e encontrei uma trança única, grossa e bem amarrada. Nessa altura eu só consegui rir e esperar que ele me deixasse em paz até meu riso virar choro. Ouvi minha mãe me chamar uma vez, mas não consegui responder, antes que ela pudesse me chamar pela segunda vez, eu ouvi passos no corredor e a próxima coisa que vi foi minha mãe me levantando do chão, eu aos prantos sem saber se ela acreditaria em mim. Mesmo sem saber como usar as palavras e em que ordem colocá-las, eu contei, desajeitada e envergonhada. Ela vasculhou a gaveta do criado-mudo e achou uma garrafa com duas tranças feitas de palha, colocou na minha janela, fez questão de enfatizar que acreditava piamente em mim e disse que aquela garrafa a manteve salva até seus 20 anos e que aconteceria o mesmo comigo. Essa noite eu dormi com ela.


Autor: tarikec

26/08/2014

Creepypasta dos Fãs: O Encontro

- Droga! São 19h12min. Ela deveria ter me encontrado aqui às 18h00min! Por que ela sempre se atrasa?

Ela sai às 17h30min! Quer saber, ela sabe o caminho, não serei mais trouxa ou otário que todo mundo faz o que quer!

Levanto-me e saio caminhando, meio frustrado em direção à estação de trem. Deveria encontrar minha namorada aqui, no parque do bosque próximo a estação para, depois de um dia cansativo de trabalho, irmos para casa juntos.

- Ela provavelmente deve ter ficado batendo papo com alguma amiga ou sei lá o quê! Odeio isso nela, nunca pensa em mim!

Próximo à estação, que fica a uns 150m ou 200m de distância dali, percebo uma movimentação, algumas pessoas correndo em direção à praça em que eu estava. Outras voltando chorando, carros de polícia se aproximando. Alguma coisa me manda voltar. E o que vi era algo jamais imaginado. Horrível!

Reconheço, mesmo tingido de um vermelho mórbido, o vestido branco e esvoaçante que tanto gostava na silhueta do que deveria ser a garota que amo. Seus cabelos, esvoaçantes a brisa da praça, encobriam parcialmente um rosto outrora angelical. Curiosos cercando o local. Pessoas ensanguentadas ao redor da minha garota. Policiais correndo ao seu encontro.

“- Minha nossa! O que aconteceu?” Eu pergunto em voz alta, meio atônito.

Uma voz, no meio da multidão declara: “- Eu vi tudo! Ela enlouqueceu! Saltou do meio do mato agarrou aquela moça de calça jeans e mordeu seu pescoço. Arrancou-lhe a traqueia numa só mordida. Daí correu em direção aos garotos e os atacou. Mesmo levando alguns socos e chutes dos rapazes, agarrou a cabeça e furou os olhos daquele com os dedos e pulou em cima do outro, mordendo seu rosto. Eu corri pra chamar ajuda enquanto ela atacava uma senhora. Foi horrível”.

Ela reconhece meu rosto na multidão e, chorando, caminha em minha direção. As pessoas ao meu redor se espantam, alguns gritam, outros se armam com o que tem na mão. Ela me olha e diz com sua voz doce e suave: “- Amor, o que está acontecendo? Estou com medo. Porque eu estou cheia de sangue?”. Neste momento, percebo seus olhos escurecerem. Seu semblante não parece o mesmo de segundos atrás. Um grunhido seco ecoa desde sua boca. Ela corre em minha direção.

Ouço um estampido seco. O policial mais próximo, ainda ofegante da corrida do carro até o bosque, atira nas costas de minha amada, que não parece se abalar. Ela empurra um homem em sua frente. E mais outro e mais outro. Parece querer chegar até mim. Mais disparos. Seu corpo cai de bruços próximo a mim. O desespero da multidão não se compara ao que sinto. É impossível descrever o que se passa em minha cabeça. Meu peito parece que vai estourar e meu coração está quase saltando pela boca. E esses últimos segundos parecem uma eternidade.

Minha doce princesa agoniza e, com o pouco de forças que lhe resta, vira de barriga para cima. Em meio a lagrimas, tosse e engasgos por causa do sangue em refluxo pela garganta ela fala: “-Amor, o que está acontecendo? Está doendo. Estou com med...” E para de respirar.

Estou em choque. Não consigo entender o que aconteceu. Só consigo chorar e pensar que perdi minha preciosa.

Um grito medonho ecoa no parque.

Parece que uma garota próxima a mim está tentando morder alguém...


Autor: Xandre Reish

Creepypasta dos Fãs: Carazi

E aí, depois de ler tudo isso, deu vontade de ir ao banheiro? Ou quem sabe beber um copo de água, leite…? Vá em frente, ora. Mas tome cuidado ao voltar.

O carazi é aparentemente um garotinho de seis anos de idade, com olhos negros e sem íris, pele costurada no lugar da boca e garras nos dedos. Durante a noite, ele entra nas casas, alojando-se em qualquer cômodo, exceto nos quartos. Pode estar escondido debaixo do sofá, atrás da estante ou dentro de uma gaveta. O carazi não é uma criança comum, como você deve ter notado: ele se contorce de tal forma que cabe em qualquer lugar. E ali permanece, esperando.
A partir do momento em que há algum movimento na casa, ele vai investigar. Se ver alguém – você, por exemplo – que se levantou para beber água ou, quem sabe, desligar a TV da sala que foi deixada ligada, ele passa a observá-lo. O efeito é imediato: você começa a sofrer de insônia e não conseguirá mais dormir.
Concentrando-se, você poderá ser capaz de ouvir o carazi. Ou escutará seus passos, ou sua respiração anasalada, ou algum objeto no qual ele possa esbarrar sem querer. Quando ele ver que você está fora da cama, receberá uma espécie de permissão para entrar em seu quarto e lá irá se instalar.
Geralmente, ele se esconde embaixo da cama (talvez isso explique os ruídos noturnos que te atormentam…). As vozes, os arranhões, aquela presença estranha, tudo isso pode ser obra do carazi. O tempo passa e o carazi está há tanto tempo debaixo de sua cama que você passa a vê-lo inclusive de dia. 

Mas apenas você o vê, e as pessoas pensam que está paranoico. Você tem duas opções: ignorá-lo ou contar tudo e ser taxado como um louco alucinado.
Se estiver pensando em se levantar e apagar a luz, pense de novo. O simples ato de se erguer da cama já é o suficiente para autorizar o carazi a atormentá-lo. Se, por algum acaso, ouvir ruídos estranhos ou sentir uma presença ou mal-estar… Bem, esse texto em nada ajudou, a não ser a informá-lo. Acredito que não haja mais nada a fazer em seu caso.

Autor: clockmeat325